As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


segunda-feira, 3 de abril de 2017

TERAPIA




A DIFICULDADE DE ENTENDER A TERAPIA

           As pessoas têm uma tendência a criar uma expectativa ilusória que a terapia apresentará uma fórmula milagrosa para transformar suas vidas. Seja qual for à terapia que escolham, logo estão decepcionadas com a falta de resultados e consideram como ineficiente os  recursos terapêuticos utilizados.

          Durante minha experiência terapêutica, pude observar com clareza o processo que conduz a pessoa do estado de expectativa para o estado de frustração.

         A Psicanálise é subjetiva e por isso mesmo os resultados são demorados. Alterando a sua forma de pensar, ou seja, fazendo você pensar mais é difícil e demorado, pois assumir nossa postura errada diante do mundo demora. A causa de todo sofrimento, tem que ser tratada somente com a participação da própria pessoa que está em desequilíbrio, como agente principal da cura. De nada adianta uma terapia se a pessoa estiver refratária a ela.

       Não existe nenhuma fórmula mágica. O caminho da cura é a capacidade interior que todos trazemos de nos transformarmos.

        Às vezes o problema é que o paciente pretende ouvir algo que aprove sua conduta. Ele espera determinada resposta às suas questões. Mas, quando se trata de um tratamento sério e imparcial, quase sempre, há uma enorme frustração por conta do paciente, que não previu uma resposta diferente daquela que gostaria de ouvir. Não há o poder de mudar ou transformar ninguém sem que a pessoa seja retirada de sua zona de conforto. Seja qual for à terapia, ela só obterá sucesso definitivo com a participação integral daquele que a recebe.

       Estar atento requer vontade própria e foco. Existem terapeutas e terapias maravilhosas, mas infelizmente, não conseguem penetrar as entranhas da pessoa pela força. Tanto o terapeuta quanto o paciente têm que vivenciar o processo terapêutico conscientes da responsabilidade que cabe a cada um. O terapeuta é o ser compassivo que munido de uma lanterna, dá as mãos para o paciente e segue junto com ele o caminho do autoconhecimento e da transformação.

       Há que ser paciente, há que não ter tantas expectativas em cima do terapeuta. Há que ter calma, e, há que se implicar realmente na própria história.

         Nesse mar freudiano, vamos navegando e buscando conexões, respostas, indagações, elucidando dúvidas e criando as referências para um entendimento de um viver melhor, ou menos neurotizado possível. Contemplar um riso largo com brilho no olho vivo: eu consegui, finalmente! Perdoar. Ultrapassar. Sair do labirinto. O reencantamento se aproximou de novo. Posso amar sem armadilhas. Partilhar o cotidiano sem os fantasmas parentais, às vezes eles vêm (são teimosos), mas vão embora tão logo me conscientizo da atuação energética, comportamental ou nas atitudes. É um vigiar constante para não me deixar esvaziar no outro, ser o outro, o espelho do outro,

Adaptação: Jane Sabino de Oliveira. Dr.ª em Psicanálise Clínica
 CBO: 2515-50 – CRT: 40048

segunda-feira, 13 de março de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Câncer



O Câncer e sua cura
                   O câncer não é considerado o mal em si, mas a expressão sintomática do enfraquecimento do organismo. Não se trata de uma doença localizada e fortuita que basta extirpar, mas do sinal de uma fraqueza dos mecanismos de defesa que é preciso corrigir. É a estrutura na qual se desenvolveu este câncer que está doente e é ela que deve ser tratada prioritariamente.
                    O tratamento não é combater o câncer em si, mas restituir ao organismo o equilíbrio que foi alterado e foi invadido pelo câncer.
                   O que sabemos do aparecimento do câncer... é provável que se formem todos os dias em cada um de nós algumas células do tipo canceroso, mas, reconhecendo-as como estranhas e perigosas o corpo as elimina pouco a pouco.
Às vezes, a vigilância do organismo está enfraquecida e permite que células anárquicas se multipliquem. O tumor se desenvolve de maneira muito lenta passando-se muitos anos antes de sua manifestação clínica; e é provável que um organismo sadio possa eliminá-lo num segundo momento ou estabilizar o seu crescimento (e só o descobrimos em autópsia). Em contraponto, um enfraquecimento brusco por um estresse qualquer pode ativar um câncer latente.
Influem sobre o aparecimento do câncer os fatores emocionais negativos e também sobre a evolução da doença.
Há um perfil da maioria dos cancerosos antes de adoecer
- sentimento de isolamento (solidão);
- medo de exprimir as próprias emoções
- desespero oculto
- sentimento de impotência;
Há acontecimentos da vida que favorecem o aparecimento da doença, segundo Holmes e Haacke que estabeleceram parâmetros:
- morte do cônjuge - 100 pontos
- pena de prisão - 63 pontos
- divórcio - 73 pontos
- reconciliação conjugal - 45 pontos
- mudança de casa - 20 pontos
- contração de dívidas - 27 pontos
                   Metade das pessoas que acumularam mais de 300 pontos adoeceram e com menos de 200 pontos apenas 10% adoeceram.
Esta tabela é válida também para AIDS, esclerose múltipla, poli artrite reumática.
A angústia e o temor da morte e do sofrimento podem favorecer o reaparecimento da doença após a cura. O paciente pleno de esperança e -sobretudo de fé- tem mais chances de sobreviver.
As representações mentais positivas são importantes para a eficácia das terapias paralelas. Para transformar os preconceitos desfavoráveis que há nesta doença deve-se ter em conta que
1- O câncer como sinônimo de morte deve ser substituído pela convicção de que se trata de uma doença como qualquer outra, que pode ser curada.
2- As células cancerosas são representadas como frágeis e vulneráveis e não cruéis e agressivas.
3- A doença que atinge a partir de fora uma vítima impotente é substituída pela idéia de que as defesas naturais do corpo são o inimigo mortal do câncer.

4- O tratamento médico imaginado como penoso e ineficaz deve-se tornar, na representação mental, um aliado importante que ajuda as defesas naturais do corpo.
A esperança renovada, num paciente que decide tomar as rédeas do seu caso e a fé na terapia contribuem para reverter situações declaradas perdidas.
A pessoa que movida por uma grande esperança e por uma vontade de cura mobiliza uma energia mental disponível para a cura.
                   O canceroso (e outros crônicos) é com freqüência uma pessoa que suporta o peso de um passado mal vivido, de frustrações cujas emoções foram contidas O ressentimento é um veneno que, à semelhança das células cancerosas, se acumula e enfraquece o ser como um todo.
Algumas medidas que podem fazer desaparecer uma doença física grave:

- psicoterapia leve ;
- amor ao próximo;
- perdão e auto perdão;
- relaxamento (criar imagens mentais positivas);
- meditação
- despertar espiritual.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017