As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


sábado, 5 de agosto de 2017

Pensando...Suicídio!



O suicídio, segundo Kovács, pode ser considerado o único problema filosófico verdadeiramente sério, isso, porque cogitar sobre a vida, se ela vale à pena ou não ser vivida, é de incumbência fundamental da filosofia.
Para alguns teóricos e exímios intelectuais, o ato suicida é compreendido como um homicídio, um homicídio de si mesmo, onde o indivíduo, então, exerce o papel de protagonista e o de produtor: é assassino e assassinado (KOVÁCS, 1992)
No tocante à compreensão do ato suicida, torna-se relevante salientar que determinados teóricos e intelectuais analisam-no sob prismas distintos: há os que o compreendem senão em uma dimensão individual, ou seja, concepção de que somente o indivíduo determina a sua morte; e há aqueles que o compreendem em uma dimensão social e individual, ou seja, concepção de que a sociedade é quem induz o indivíduo a suicidar-se. Desse modo, portanto, em uma dimensão restrita, individual, compreende-se o ato suicida como uma auto-eliminação consciente, voluntária e intencional; em uma dimensão abrangente, social, compreende-se como um ato suscitado por processos autodestrutivos inconscientes, lentos e crônicos.
Em síntese, indiferente dos contrastes existentes em suas compreensões, o que pode-se saber com exatidão acerca do suicídio é que este fenômeno é demasiado complexo para poder compreendê-lo e identificá-lo com precisão, pois não está categoricamente relacionado aos acontecimentos recentes, mas  pode, como comumente dados elucidam, estar relacionado à épocas passadas da vida do indivíduo.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Multidisciplinar

Na nossa porta de entrada, nossa equipe de profissionais para atender de maneira holística as suas necessidades.

domingo, 30 de abril de 2017

SER PSICANALISTA




6 de maio- Dia do Psicanalista
Ser Psicanalista é:

Ter consciência e ética no FAZER,
Disponibilidade de escuta no processo de CONHECER,
Busca constante do SABER,
Incessante OBSERVAR-ANALIZAR-DIZER!
Atuar com coerência e sensibilidade no instigante VER,
O rapport ESTABELECER,
Na interação com um ser VIVER:
Um encontro respeitoso ACONTECER,
Na possibilidade do próprio eu DESCONHECER,
Partes deste eu PERECER,
Ou mesmo se RESTABELECER,
Nesse complexo FAZER!
Uma atuação responsável EXERCER,
E assim a categoria profissional ENALTECER,
Suas técnicas e instrumentos científicos DEFENDER,
Com comprometimento ético sua prática DESENVOLVER,
Nas diferentes áreas de atuação a saúde PROTEGER,
Para que a profissão cada vez mais possa se RECONHECER,
Com práticas de intervenção, prevenção e promoção de saúde se COMPROMETER,
Objetivando o equilíbrio e o bem estar integral do ser humano RESTABELECER,
Na profissão fazer ACONTECER:
A construção de um novo SABER-SER!

“Niamey Granhen Brandão da Costa”

segunda-feira, 3 de abril de 2017

TERAPIA




A DIFICULDADE DE ENTENDER A TERAPIA

           As pessoas têm uma tendência a criar uma expectativa ilusória que a terapia apresentará uma fórmula milagrosa para transformar suas vidas. Seja qual for à terapia que escolham, logo estão decepcionadas com a falta de resultados e consideram como ineficiente os  recursos terapêuticos utilizados.

          Durante minha experiência terapêutica, pude observar com clareza o processo que conduz a pessoa do estado de expectativa para o estado de frustração.

         A Psicanálise é subjetiva e por isso mesmo os resultados são demorados. Alterando a sua forma de pensar, ou seja, fazendo você pensar mais é difícil e demorado, pois assumir nossa postura errada diante do mundo demora. A causa de todo sofrimento, tem que ser tratada somente com a participação da própria pessoa que está em desequilíbrio, como agente principal da cura. De nada adianta uma terapia se a pessoa estiver refratária a ela.

       Não existe nenhuma fórmula mágica. O caminho da cura é a capacidade interior que todos trazemos de nos transformarmos.

        Às vezes o problema é que o paciente pretende ouvir algo que aprove sua conduta. Ele espera determinada resposta às suas questões. Mas, quando se trata de um tratamento sério e imparcial, quase sempre, há uma enorme frustração por conta do paciente, que não previu uma resposta diferente daquela que gostaria de ouvir. Não há o poder de mudar ou transformar ninguém sem que a pessoa seja retirada de sua zona de conforto. Seja qual for à terapia, ela só obterá sucesso definitivo com a participação integral daquele que a recebe.

       Estar atento requer vontade própria e foco. Existem terapeutas e terapias maravilhosas, mas infelizmente, não conseguem penetrar as entranhas da pessoa pela força. Tanto o terapeuta quanto o paciente têm que vivenciar o processo terapêutico conscientes da responsabilidade que cabe a cada um. O terapeuta é o ser compassivo que munido de uma lanterna, dá as mãos para o paciente e segue junto com ele o caminho do autoconhecimento e da transformação.

       Há que ser paciente, há que não ter tantas expectativas em cima do terapeuta. Há que ter calma, e, há que se implicar realmente na própria história.

         Nesse mar freudiano, vamos navegando e buscando conexões, respostas, indagações, elucidando dúvidas e criando as referências para um entendimento de um viver melhor, ou menos neurotizado possível. Contemplar um riso largo com brilho no olho vivo: eu consegui, finalmente! Perdoar. Ultrapassar. Sair do labirinto. O reencantamento se aproximou de novo. Posso amar sem armadilhas. Partilhar o cotidiano sem os fantasmas parentais, às vezes eles vêm (são teimosos), mas vão embora tão logo me conscientizo da atuação energética, comportamental ou nas atitudes. É um vigiar constante para não me deixar esvaziar no outro, ser o outro, o espelho do outro,

Adaptação: Jane Sabino de Oliveira. Dr.ª em Psicanálise Clínica
 CBO: 2515-50 – CRT: 40048