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sábado, 5 de agosto de 2017

Pensando...Suicídio!



O suicídio, segundo Kovács, pode ser considerado o único problema filosófico verdadeiramente sério, isso, porque cogitar sobre a vida, se ela vale à pena ou não ser vivida, é de incumbência fundamental da filosofia.
Para alguns teóricos e exímios intelectuais, o ato suicida é compreendido como um homicídio, um homicídio de si mesmo, onde o indivíduo, então, exerce o papel de protagonista e o de produtor: é assassino e assassinado (KOVÁCS, 1992)
No tocante à compreensão do ato suicida, torna-se relevante salientar que determinados teóricos e intelectuais analisam-no sob prismas distintos: há os que o compreendem senão em uma dimensão individual, ou seja, concepção de que somente o indivíduo determina a sua morte; e há aqueles que o compreendem em uma dimensão social e individual, ou seja, concepção de que a sociedade é quem induz o indivíduo a suicidar-se. Desse modo, portanto, em uma dimensão restrita, individual, compreende-se o ato suicida como uma auto-eliminação consciente, voluntária e intencional; em uma dimensão abrangente, social, compreende-se como um ato suscitado por processos autodestrutivos inconscientes, lentos e crônicos.
Em síntese, indiferente dos contrastes existentes em suas compreensões, o que pode-se saber com exatidão acerca do suicídio é que este fenômeno é demasiado complexo para poder compreendê-lo e identificá-lo com precisão, pois não está categoricamente relacionado aos acontecimentos recentes, mas  pode, como comumente dados elucidam, estar relacionado à épocas passadas da vida do indivíduo.