As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Busque a sí mesmo

Busque sua saúde emocional e psicológica. Procure ajuda especializada e comece a se ouvir. Comece a resolver as coisas mal resolvidas, comoquem pára e resolve arrumar as gavetas, sem pressa, com generosidade para consigo mesmo.

sábado, 23 de julho de 2016

Faça Análise!

     Até mesmo já em análise, determinados pacientes ao primeiro contato com as realidades desagradáveis da análise, pode reagir fugindo, não querer falar mais. Afinal cada indivíduo é limitado por suas próprias repressões (ou antes, pelas resistências que as sustentam) de modo que não pode ir além de certo ponto em sua relação com a análise.
Nao fuja de sí mesmo! Enfrentar as próprias dificuldades ainda é o melhor remédio.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Morte e Vida

 A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver - e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.                É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.
                                     Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali. Na Índia, a religião hindu tem uma trindade de deuses, formada por Brahma, Shiva e Vishnu. Brahma é o criador de tudo, Shiva é o destruidor e Vishnu o preservador. Parece meio sinistro um deus que destrói, mas é através da destruição do que está gasto que há renovação, que é possível nascer o novo. Não à toa, Shiva é o deus mais adorado na Índia, tendo muito mais templos onde é cultuado, do que os outros deuses da trindade hindu.
             Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina.

             Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente à perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela. Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível.

            Quando o Júri de Atenas condenou Sócrates à morte, ao invés de lhe dar um prêmio, sua mulher correu aflita para a prisão, gritando-lhe: "Sócrates, os juízes te condenaram a morte". O filosofo respondeu calmamente: "Eles também já estão condenados". A mulher insistiu no seu desespero: "Mas e uma sentença injusta!" E ele perguntou: "Preferias que fosse justa?" A serenidade de Sócrates era o produto de um processo educacional: a Educação para a Morte. É curioso notar que em nosso tempo só cuidamos da Educação para a Vida. Esquecemo-nos de que vivemos para morrer. A morte é o nosso fim inevitável. No entanto, chegamos geralmente a ela sem o menor preparo. As religiões nos preparam, bem ou mal, para a outra vida. E depois que morremos encomendam o nosso cadáver aos deuses, como se ele não fosse precisamente aquilo que deixamos na Terra ao morrer, o fardo inútil que não serve mais para nada.