segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Busque a sí mesmo
Busque sua saúde emocional e psicológica. Procure ajuda especializada e comece a se ouvir. Comece a resolver as coisas mal resolvidas, comoquem pára e resolve arrumar as gavetas, sem pressa, com generosidade para consigo mesmo.
sábado, 23 de julho de 2016
Faça Análise!
Até mesmo já em análise, determinados pacientes ao primeiro contato com as realidades desagradáveis da análise, pode reagir fugindo, não querer falar mais. Afinal cada indivíduo é limitado por suas próprias repressões (ou antes, pelas resistências que as sustentam) de modo que não pode ir além de certo ponto em sua relação com a análise.
Nao fuja de sí mesmo! Enfrentar as próprias dificuldades ainda é o melhor remédio.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Morte e Vida
Dizer que a morte
faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que
isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova
etapa da vida, a morte está ali. Na Índia, a religião hindu tem uma trindade de
deuses, formada por Brahma, Shiva e Vishnu. Brahma é o criador de tudo, Shiva é
o destruidor e Vishnu o preservador. Parece meio sinistro um deus que destrói,
mas é através da destruição do que está gasto que há renovação, que é possível
nascer o novo. Não à toa, Shiva é o deus mais adorado na Índia, tendo muito
mais templos onde é cultuado, do que os outros deuses da trindade hindu.
Pode parecer absurdo o que eu
vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais
plenamente. Busque soluções para aqueles
problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já
terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a
situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina.
Podem ser situações de
trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente à perspectiva de
que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que
temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela.
Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem
sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível.
Quando o Júri de
Atenas condenou Sócrates à morte, ao invés de lhe dar um prêmio, sua mulher
correu aflita para a prisão, gritando-lhe: "Sócrates, os juízes te
condenaram a morte". O filosofo respondeu calmamente: "Eles também já
estão condenados". A mulher insistiu no seu desespero: "Mas e uma sentença injusta!" E ele perguntou: "Preferias que
fosse justa?" A serenidade de Sócrates era o produto de um processo
educacional: a Educação para a Morte. É curioso notar que em nosso tempo só
cuidamos da Educação para a Vida. Esquecemo-nos de que vivemos para morrer. A
morte é o nosso fim inevitável. No entanto, chegamos geralmente a ela sem o
menor preparo. As religiões nos preparam, bem ou mal, para a outra vida. E
depois que morremos encomendam o nosso cadáver aos deuses, como se ele não
fosse precisamente aquilo que deixamos na Terra ao morrer, o fardo inútil que
não serve mais para nada.
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