As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Desperte

É preciso se implicar na própria história. E, não achar que a culpa de tudo que nos acontece é de uma outra pessoa. Quem sabe não estamos sabendo avaliar as nossas atitudes. Procure ajuda se precisar, mas não fique mais com os olhos vendados para você mesmo.
Verá que apesar das dores de se descobrir, estará mais preparado para enfrentar os problemas e  o que advém deles.
Não precisa ter medo de mudar.  É preciso despertar!
Seja Feliz!

segunda-feira, 7 de março de 2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A Psicanálise E As Datas Comemorativas

Dia dos Namorados, Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal...
Uma vasta gama de datas comemorativas que são destacadas insistentemente pelos meios de comunicação e que podem catalisar emoções, lembranças, desejos, frustrações, razão pela qual, devem ser levadas a sério na Terapia.

“A humanidade desenvolveu CALENDÁRIOS como uma tentativa de compreender, prever e até conquistar o TEMPO e, assim, acalmar boa parte de nossos temores quanto a este conceito que parece fluir em constante fuga, sendo a distância entre a causa e o efeito de tudo que presenciamos. Estabelecer e seguir um calendário é adquirir a sensação de segurança, de integrar-se ao ritmo do Universo e esta iniciativa é milenar e comum a todas as culturas. …”

Além dos sistemas de medição da passagem do tempo, seja lunar ou solar, adotado pelas mais variadas culturas seculares, o indivíduo comum era alertado pelas evidências da natureza, quanto à chegada, por exemplos, da primavera, do inverno, enfim, momentos de mudanças, cuja ansiedade era aplacada com rituais religiosos.
Nos dias de hoje, perdeu-se boa parte da percepção da passagem dos ciclos pela observação da natureza; porém, os meios de comunicação suprem esta tarefa (quem sabe, em demasia...) de lembrar a todos os rituais de cada período, geralmente por razões comerciais/mercantilistas e não mais por motivações religiosas.

Para ilustrar: o mês de Junho, no hemisfério norte, é o período do solstício de verão e, como o nome sugere, na mitologia grego-romanas, era dedicado à deusa Juno (Hera...), em especial ao seu aspecto de defensora das relações amorosas, casamentos e fidelidade. Com o advento da igreja católica, em sua estratégia de incorporar os cultos já existentes, versando-os aos seus interesses, os atributos da deusa Juno foram distribuídos a vários santos “casamenteiros”: sendo São João e Santo Antônio, os mais populares no Brasil e celebrados neste mesmo período. Tamanha é a popularidade destes ritos em nosso país, que, ao “importarem” a data comemorativa do Dia Dos Namorados, alteraram a data para coincidir com a véspera da homenagem a Santo Antônio. Este feito é atribuído ao comerciante e publicitário João Dória, que investiu na idéia por 10 anos seguidos, antes de sua consagração na sociedade brasileira.

A interferência dos meios de comunicação também pesa na história do chamado Dia das Mães. Em todas as culturas antigas, a maternidade era celebrada nos ritos da Primavera, como era o caso da deusa Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus. No cristianismo, associou-se à imagem de Maria. Na modernidade, pesou a história da americana Anna Jarvis, que organizou com grupo de amigas, homenagem à própria mãe falecida, sensibilizando a sociedade a tal ponto que, em 1914, o presidente formalizou a data de 9 de maio para todo o país. Por influência americana, cerca de 40 países adotaram a idéia; no Brasil, foi introduzida pela Associação Cristã de Moços (ACM) em 1918 e, em 1932, foi oficializada pelo presidente Getúlio Vargas, como sendo o 2o domingo de maio.
Seja lembrados pela Natureza, seja pelos veículos de comunicação (especialmente estes, nos dias de hoje...), fato é que sentimentos e desejos são despertos, estimulados pelas datas comemorativas.

No citado texto “Obrigação de Ser Feliz”, tecemos considerações sobre o efeito das propagandas que, praticamente “exigem” felicidade de todos, mesmo que não seja este o momento do indivíduo e o quanto isto pode induzir a mascarar os sentimentos.

O mesmo poder de “cobrança” pode ser acionado nas demais datas comemorativas. Toda a mídia expondo casais felizes e sensuais no Dia dos Namorados pode ampliar a frustração de quem não goza destes privilégios, ou aumentar a auto-ilusão naqueles que não estão em condições de analisar profundamente a relação em que vivem.... Publicidades do Dia das Mães chegam a (ab)usar até do sentimento de culpa, ressaltando o quanto cada um deve à pessoa que lhes deu a própria vida e que o presente deve ter valor proporcional a tamanha dádiva impagável... E quanto àqueles que perderam estes entes queridos, sendo relembrados de sua dor a cada capa de revista lida, a cada comercial na televisão, ou nas rádios...

Enfim, como profissionais da Psicoterapia: Psicólogos e Psicanalistas, devemos conhecer as datas comemorativas, bem como suas origens e o quanto podem influenciar o momento de nossos Clientes/Pacientes, para que prestemos ainda mais atenção e assistência quanto aos temas reforçadamente lembrados nestes períodos.

Texto adaptado por Jane Sabino da Revista de Terapia Holística doSINTE