domingo, 28 de junho de 2015
PSICOSSOMÁTICA
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Nova Colega
Mais uma colega na nossa equipe: Viviane Menezes da Costa da Rosa - Psicóloga CRP= 05/4899. Concluindo a Pós-graduação em Terapia Cognitiva Comportamental. Estará atendendo no nosso espaço a partir de junho de 2015. Com jovialidade e disposição para ajudarrnos a acolher novos pacientes.
Querida, seja muito bem vinda!Que seja mais uma na equipe para ajudar a desvendar os meandros da mente humana e encaminhar melhor nossos pacientes.
Para você muito sucesso! E, principalmente muita Contemplação e Ternura no caminhar!
Querida, seja muito bem vinda!Que seja mais uma na equipe para ajudar a desvendar os meandros da mente humana e encaminhar melhor nossos pacientes.
Para você muito sucesso! E, principalmente muita Contemplação e Ternura no caminhar!
sábado, 23 de maio de 2015
SER PSICANALISTA
Mais que um Psicanalista....
Exercer o legado de Freud é mais que uma
profissão – é um privilégio, é um raro caminho seguro, para o tão buscado
auto-conhecimento. Só demanda estudo árduo, aplicação, honestidade, dignidade,
dedicação e muito amor pelos que nos cercam, aceitando suas fragilidades e
inseguranças.
Sempre aprimorando o processo de “escuta”,
até que este se torne fortemente interno e, finalmente, consigamos ouvir a voz
de nossa alma.
A psicanálise é uma atividade singular, a outorga
para o seu exercício não acontece no ato da entrega do certificado de conclusão
de curso, essa autorização é interna, produto da aquisição do conhecimento, e
do resultado transformador da análise.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
TOC
O transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
caracteriza-se por dois tipos de manifestações: as obsessões ou idéias
obsessivas e as compulsões ou rituais compulsivos. As obsessões são idéias ou
imagens que vem à mente da pessoa independente de sua vontade repetidamente.
Embora a pessoa saiba que são idéias suas, sem sentido, não consegue evitar de
pensá-las. São freqüentes idéias relacionadas a religião, sexo, duvidas,
contaminação, agressão (por exemplo, a pessoa tem idéias repetidas de que suas
mãos estão contaminadas por ter tocado em objetos "sujos"). As
compulsões são atos ou rituais que o indivíduo se vê obrigado a executar para
aliviar ou evitar as obsessões. Se a pessoa não executa o ato compulsivo ela
fica muito ansiosa. Os rituais são repetidos numerosas vezes, apesar da
sensação que a pessoa tem de que não fazem sentido. Compulsões freqüentes são
lavar as mãos, verificar se a porta está trancada ou a válvula do gás está
fechada, questionar uma informação repetidamente para ver se está correta,
executar minuciosamente uma série pré-programada de atos para evitar que
aconteça algum mal a alguém, contar ou falar silenciosamente. Tanto as obsessões
como as compulsões ocupam uma boa parte do tempo da pessoa, prejudicando ou
dificultando seu dia a dia.
Como a própria pessoa reconhece que seus
pensamentos ou atos são sem sentido, ela procura disfarçar tais manifestações,
evitando conversar sobre esse assunto e relutando em procurar auxilio.
O transtorno obsessivo compulsivo inicia em geral
no fim da adolescência, por volta dos 20 anos de idade e atinge cerca de 2 em
cada 100 pessoas. A doença pode se manifestar em crianças também. Em geral a
doença evolui com períodos de melhora e piora; com o tratamento adequado há um
controle satisfatório dos sintomas, embora seja pouco freqüente a cura completa
da doença.
Muitos portadores de TOC apresentam também outros
transtornos como fobia social, depressão, transtorno de pânico e alcoolismo.
Alguns transtornos mentais como a tricotilomania (arrancar pelos ou cabelos), o
distúrbio dimórfico do corpo (idéia fixa de que há um pequeno defeito no corpo,
em geral na face) e a síndrome de Tourette (síndrome dos tics) parecem estar
relacionados ao TOC.
segunda-feira, 30 de março de 2015
A Psicanálise
A
Psicanálise e a interpretação de Françoise Dolto
Sou
Psicanalista, leio sempre Françoise Dolto e o que vou lhes contar ocorreu na
Maison Verte, instituição parisiense de acolhimento de crianças de zero a três
anos, criada pela psicanalista, que é ícone da psicanálise dita infantil.
Em uma tarde, um casal relativamente jovem chegou para a consulta com cara de desespero. Traziam um bebê nos braços, o qual aparentava uma fraqueza importante. Deveria ter uns três ou quatro meses de vida.
Dolto,
cheia de atenção vigilante e afetuosa, ficou sabendo dos pais que ao desespero
diante da criança que não comia razão por estar esquálida, somava-se a
preocupação com o desemprego do pai, a sobrecarga da mãe, e as contas que não
fechavam no mês. Françoise Dolto se dirigiu diretamente ao bebê, sem qualquer
atenção ao fator compreensão, e começou a explicar, olhos nos olhos, que ela, Dolto,
entendia muito bem que ele não quisesse comer, uma vez que sua chegada poderia
ser pensada como em má hora, e que o melhor talvez fosse desaparecer.
Contestou, no entanto, afirmando que ele estava enganado, pois sendo tão
querido e esperado, sua morte precoce retiraria dos seus pais o único efetivo
alento naquele momento difícil de vida. E assim se despediu dos três: filho,
mãe e pai – marcando um retorno para a semana seguinte.
No segundo encontro, eram outras pessoas que estavam ali. O bebê estava comendo, e bem. Ao final do atendimento, – como Lacan havia demonstrado no estádio do espelho... – ao falar com o bebê, ela estava realmente falando a seus pais que, por conseguinte, tinham mudado sua posição e possibilitado a alteração sintomática.
Dolto afirmou então: – eu também conheço o ‘seu Lacan’ e bastante bem. Além de companheiros de toda uma vida, somos mesmo muito amigos. “Agora, que ele o diga com o espelho, é interessante, quanto a mim, digo e mostro – como se vê –os bebês compreendem e sabem falar”.
domingo, 15 de março de 2015
Relacionamento
Trata-se
de uma necessidade pessoal que se espera seja satisfeita na relação com aquela
pessoa que, num dado momento, torna-se o
receptáculo das projeções existentes e é idealizada como sendo o nosso
complemento ideal, a própria alma gêmea. Na prática, traduz-se por
apaixonar-se. Psicanaliticamente, trata-se de uma sucessão de mecanismos
projetivos através dos quais se atribui ao outro a tarefa de complementar a
relação realizando as aspirações que não são as suas próprias, mas do parceiro.
É preciso saber que embora tão parecidos às vezes uns com os outros,
somos todos essencialmente distintos e precisamos lembrar-nos sempre que nenhum
rótulo pode nos classificar de modo a abarcar todo o nosso ser, porque não
caberíamos completamente numa definição que já existe para outro fim ou outro
alguém. A única possibilidade de identificação de alguém é o seu próprio nome.
Qualquer outro rótulo ou acréscimo será secundário e redutor. Isso vale para
cada um de nós. Isso vale igualmente para cada uma das demais pessoas. E nos dá
a certeza cristalina de que sempre, e em todas as situações relacionais
possíveis, estamos nos relacionando com um ser que é único. Essa perspectiva –
a de que as pessoas que amamos e cujas atitudes e comportamentos muitas vezes
tão familiares são, na verdade, indivíduos a ser conhecido o tempo todo – são
de grande utilidade para compreendermos porque ocorrem tantas dificuldades nos
relacionamentos, especialmente nas relações amorosas. Somos iguais na necessidade
de nos relacionar, o que nos aproxima um do outro, mas, distintos em nossa
referência pessoal, o que dificulta a manutenção da harmonia na relação.
JUNG observa que o jovem – e mais a mulher do que o homem – já tem ao
atingir a idade adequada para o casamento, a consciência do “eu” recentemente
emergida do que ele chama nebuloso inconsciente inicial. E acrescenta que, para
tornar-se consciente de si mesmo, o indivíduo tem, obrigatoriamente, que
distinguir-se dos outros. Essa distinção é condição indispensável para o
surgimento de um relacionamento.
Mas ter consciência do “eu” não significa, na prática, total consciência
de si. Temos um conhecimento incompleto tanto de nós mesmos quanto dos outros,
de modo que nossa compreensão dos motivos que nos movem – e mais ainda dos
motivos que movem as demais pessoas – é insuficiente. Por esta razão, muitas
vezes somos
levados a agir impulsionados apenas por nosso inconsciente, embora tendo a impressão de que
sabemos o que estamos fazendo.
Por isso, quando nos
apaixonamos, tendemos a acreditar inicialmente que encontramos a pessoa ideal, possuidora
de todos os atributos capazes de despertar em nós admiração, amor e desejo,
satisfazendo totalmente as nossas aspirações amorosas. O que não sabemos, nessa
fase, é que alguns desses atributos que julgamos serem daquela pessoa são, na
verdade, conteúdos inconscientes da nossa própria psique que projetamos na
pessoa amada.
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