quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Doutora
Após 3 anos estudando dois casos clínicos de esquizofrenia e após o Mestrado com o mesmo tema, envolvendo abordagem clínica e diagnóstica, CID X e acompanhando a elaboração de CID XI, finalmente concluo meu trabalho. Feliz por isso!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Como se dá a análise? O Papel na Escuta
Retirei do Blog de Andreneide Dantas: O que melhor define nossa prática: a Escuta, que, desde Freud,
tem possibilitado àquele que sofre, encontrar-se naquilo que
diz. É através do discurso que o sujeito revela seus sintomas
e só através da palavra pode livrar-se disto que o incomoda.
No
início da análise as queixas referem-se à mãe, ao pai, patrões,
namorados, filhos, maridos, falta de sorte, destino etc. Em
alguns casos, a lista é enorme; chegam em posição de objetos,
vítimas que nada têm a ver com o que lhes acontece e nada
podem fazer a respeito da desordem em que se encontram, porque
foram "colocados" neste lugar.
O
trabalho do analista é mostrar ao analisando sua insubstituível
colaboração para sair desta desordem. O analista escuta o
discurso do paciente sem tentar compreender o que este fala,
ao contrário, lê aquilo que escapa aos outros campos de discurso,
trabalha com os lapsos, sonhos, interroga sobre os esquecimentos,
lembranças e sintomas. Um ato falho, um lapso, podem falhar
em relação à comunicação mas falam da verdade inconsciente.
Um
sintoma sempre diz algo, mesmo em forma de enigma; mas poucos
querem saber sobre as causas dos sintomas: porque adoeceram
em determinado momento de suas vidas, porque não conseguem
parar de comer em excesso, porque fracassam no trabalho, no
namoro ou no casamento, não conseguem ter filhos, porque são
dependentes químicos ou dependentes de alguém etc.
A
análise possibilita ao sujeito descobrir acerca do desejo
inconsciente que o mantém ligado aos sintomas. Quando faz
esta descoberta, pode dar a si próprio um lugar diferente
daquele que tinha antes de ser analisado. Assume que é responsável
por seus sucessos mas também por seus fracassos.
Pode
assim, organizar-se em seu discurso e encontrar o fio que
permite sair do labirinto de seu próprio desejo. Trabalhamos
com o desejo inconsciente que é território de descoberta.
Muitos analisandos assustam-se quando descobrem que o que
dizem ou deixam de dizer, tem conseqüências no corpo e em
suas vidas.
Ocupamo-nos,
especialmente com aquilo que "não anda" para o paciente,
seus impedimentos, fracassos, doenças. E trabalhamos com cada
sujeito em particular. Se cada indivíduo tem sua história,
(seu lugar ao nascer - se foi desejado ou não- posição na
cadeia familiar, irmãos) sua subjetividade, sua singularidade,
analisamos cada caso como único, não existindo uma resposta
coletiva ou ortopédica, nenhum tratamento massivo. Só falando
no dispositivo analítico, de si, de sua história, cada um
pode descobrir seu próprio desejo inconsciente.
Algumas
pessoas questionam o tempo da sessão na análise lacaniana:
é um tempo onde as sessões não são reguladas estritamente
pelo relógio mas por um tempo lógico (ou ilógico) tempo do
inconsciente, em que o analista escuta, interroga e pontua
a fala do analisando podendo cortar a sessão no determinado
momento em função do aparecimento de um representante do inconsciente
(significante). Este momento é sempre inesperado, e o corte
permite a continuidade do trabalho do inconsciente, possibilita
que, mesmo fora da sessão o sujeito continue associando, fazendo
suas descobertas.
Uma experiência
de análise não é fácil de explicar, mas, para aqueles que
pretendem saber sobre seu desejo, a análise é o caminho.sábado, 3 de janeiro de 2015
Imagem Anímica Pre-existente
YUNG disse em relação aos arquétipos: "Na minha opinião é um grande equívoco
supor que a alma do recém-nascido
seja tabula rasa, como se não houvesse nada dentro dela. Na medida em que a criança vem ao
mundo com o cérebro diferenciado. predeterminado pela hereditariedade e
portanto individualizado, ela responde aos estímulos sensoriais externos, não
com quaisquer predisposições, mas sim com predisposições específicas,
que condicionam uma se-letívidade
e organização da percepção que lhe são próprias (individuais). Tais predisposições são comprovadamente
instintos herdados e pré-for-mações. Estas últimas são as condições apriorísticas e formais da apercepção, baseadas nos instintos. Sua
presença imprime no mundo da criança e do
sonhador o timbre antropomórfico. Trata-se dos arquétipos que determinam os rumos da atividade da fantasia,
produzindo desse modo nas imagens fantásticas dos sonhos infantis, bem como nos
delírios esquizofrênicos,
surpreendentes paralelos mitológicos, como os que também encontramos de
forma algo atenuada nas pessoas normais e neuróticas. Não se trata portanto de idéias herdadas, mas de suas possibilidades.
Não se trata também de heranças
individuais, mas gerais, como se pode verificar
pela ocorrência universal dos arquétipos".
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Reflexão / Meditação
Devemos recorrer sempre a nossa capacidade metacognitiva, que é a capacidade de mergulhar nos próprios pensamentos e acompanhá-los. Pois pode ser muito útil na hora de resgatar uma memória ou de aprender um idioma com mais facilidade. A capacidade de refletir sobre nossos pensamentos é uma característica fundamental, já que por meio delas identificamos nossas limitações e as compensamos.
Estudos revelam que que a precisão metacognitiva varia amplamente entre a população. Alguns parecem conhecer pouco sobre os próprios pensamentos, enquanto outros revelam grande capacidade de autoavaliação mental. Refletir sobre os nossos pensamentos é algo tão antigo quanto a civilização. Sigmund Freud trouxe a noção de que não nos conhecemos como acreditamos devido a falta de acesso consciente a grande parte da mente. Ele acreditava de que com certa investigação, porém, poderíamos descobrir as forças internas ocultas que guiam nossas escolhas e ações. "O processo psicanalítico, disse Freud: -Tem como objetivo que ao longo do tempo, a pessoa que se submete a análise, possa ampliar a compreensão do próprio funcionamento psíquico evitando repetições que conduzam ao sofrimento psíquico".
Para melhorar a metacognição, além de fazer a análise, deve-se utilizar a técnica de meditação, pois ela aprimora o processo de julgar as próprias idéias; a prática provoca mudanças na estrutura, nas funções e na conexão do córtex pré-frontal anterior.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
PENSAR OU MATAR?
Ao apostar que alguém
consegue pensar antes de cometer um ato violento, a campanha “Conte até 10” torna-se paradoxal, pois
propõe que o sujeito faça justamente o que é irrealizável
No início de novembro, entrou em vigor a campanha “Conte até 10”, organizada pelo Conselho
Nacional do Ministério Público em parceria com o Ministério da Justiça e o
Conselho Nacional de Justiça. O objetivo é combater assassinatos por motivo
fútil – matar por uma briga, por ciúme, por discussão no trânsito, por
homofobia, por intolerância religiosa, por racismo ou por vingança. É uma
aposta na lógica da conscientização no que diz respeito a barrar o ato impensado.
A campanha considera, assim, o fato de contar até 10 como uma
espécie de tempo para pensar a sua ação antes de colocá-la em ato. Perguntamo-nos:
“Será a consciência capaz de barrar o ato criminoso?”
Freud já no início do século passado nos alertava para os limites da
consciência em pleno movimento filosófico da primazia da consciência.
Mais tarde, o psicanalista Jacques Lacan contrapunha a máxima
cartesiana “penso, logo existo” à afirmação de que “existimos onde não
pensamos”.
Essa inversão aponta outra lógica, não da consciência, mas
do inconsciente. Assim, podemos considerar, ao invés de uma mera contagem, precisamos é calcular. Nesta matemática, temos que computar a existência do outro: “o outro como alteridade”. A agressividade advém do erro do cálculo. Quando o outro não faz parte do conjunto como um diferente de mim, dá-se a passagem ao ato. É uma relação mortífera na qual está ou eu, ou o outro. Tal qual Freud nos aponta em Totem e Tabu, do assassinato do pai da horda primeira, assim, a sociedade para não se auto exterminar precisou fazer funcionar o Simbólico. É através da palavra que os sujeitos constroem o tempo, tempo necessário de pausa entre o ato e o (diz) ato.
do inconsciente. Assim, podemos considerar, ao invés de uma mera contagem, precisamos é calcular. Nesta matemática, temos que computar a existência do outro: “o outro como alteridade”. A agressividade advém do erro do cálculo. Quando o outro não faz parte do conjunto como um diferente de mim, dá-se a passagem ao ato. É uma relação mortífera na qual está ou eu, ou o outro. Tal qual Freud nos aponta em Totem e Tabu, do assassinato do pai da horda primeira, assim, a sociedade para não se auto exterminar precisou fazer funcionar o Simbólico. É através da palavra que os sujeitos constroem o tempo, tempo necessário de pausa entre o ato e o (diz) ato.
A campanha "Conte até 10" tem o seu valor: R$ 370 mil e a
colaboração dos lutadores de MMA Anderson Silva e Júnior Cigano e os
judocas medalhistas olímpicos Sarah Menezes e Leandro Guilheiro. E pode
funcionar como alerta. Mas ao buscar controlar o ato impensado, apostando que
enquanto se conta, é possível pensar antes de atuar, torna-se paradoxal. O que
a campanha propõe que o sujeito efetive, é justamente onde está o irrealizável
para ele. Ao propor que o sujeito conte, o que se está querendo é que ele
institua um “tempo simbólico” que irá barrar a passagem ao ato.
Mas, a questão do ato é esta: aquilo que o sujeito não consegue
simbolizar – o que ele não consegue passar pela palavra, ele realiza no ato.
Será que, ao darmos as “palavras” ao sujeito ele se apropriará destas, e, tal
qual Ali Babá ao proferir “Abre-te Sésamo!”, conseguirá ultrapassar o desejo de
matar e adentrar as profundezas de sua caverna, retornando com suas
preciosidades? Será que contar até dez é suficiente?
Lisiane Fachinetto e Maralice Neves
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Síndrome de Asperger
Síndrome de Asperger
Pelo tom de voz ou expressão facial de alguém
podemos saber ou desconfiar do seu estado de humor, a aparência de uma pessoa
diz-nos bastante acerca da mesma, talvez onde vive, e o estatuto social a que
pertence, a atividade profissional que exerce, etc. A incapacidade de
formulação lógica de hipóteses a partir de sinais é então uma característica da
Síndrome de Asperger, que leva a problemas de comunicação e interação social.
Pode ser considerada como uma forma de autismo.
As pessoas que sofrem da Síndrome de Asperger diferenciam-se dos
autistas na medida que não tem problemas de linguagem tão acentuados e não
demonstram tanta incapacidade ao nível da aprendizagem.
Normalmente
têm uma inteligência média ou até mesmo acima da média. Não têm grande
limitação a nível profissional, se forem acompanhados em casa e em qualquer
outro ambiente que explorem e podem progredir a nível escolar e mais tarde
arranjar emprego.
Os
chamados “aspies” (pessoas afetadas com a Síndrome de Asperger), só mostram
dificuldade na percepção de sinais e sentimentos sem verbalização dos mesmos,
no que conta a relações com outras pessoas, porque ao contrário dos autistas
“clássicos”, querem ser sociáveis e apreciam o contacto humano. Falam
fluentemente, mas parece não ter em conta as reações das pessoas com quem
falam, podendo assim falar sem parar, sendo objetivos e não mudando de assunto
independentemente do interesse mostrado pelo ouvinte, parecendo também
insensíveis aos seus sentimentos. Tem dificuldade na compreensão de metáforas,
anedotas, entoações, provérbios, entre outros, e por isso tudo que lêem
compreendem de forma literal, falando com pouca entoação.
Para ajudarmos um aspie a compreender o que diz,
devemos tentar manter uma conversa com frases curtas, objetivas e concisas.
Os aspies geralmente desenvolvem interesses por
determinados assuntos que podem evoluir à medida que crescem e lhes despertam
sempre a atenção. Estes interesses normalmente envolvem a memorização ou
ordenação de fatos sobre um assunto. Além disto, os aspies não gostam de
alterações nem mudanças repentinas, impondo rotinas e ficando nervosos com
modificações.
A Síndrome de Asperger é uma doença sem cura.
Segundo alguns estudiosos, grandes
personalidades, como Albert Einstein, Michelangelo, Stanley Kubrick e Andy
Warhol possuíam fortes traços da síndrome.
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