As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Psicanálise e investigação da doença Psicossomática



A Psique está ligada ao soma, isto é ao corpo. A mente e o corpo formam uma unidade, constituindo partes integrantes do ser humano, podendo a psique ser a origem principal de certas disfunções, assim como estas podem motivar perturbações psíquicas, portanto não existe isoladamente corpo ou mente, pois esta é uma função do cérebro que é por sua vez uma parte do soma.
Hipócrates já postulava, há 5000 anos a.C, que para que as curas obtivessem sucesso, necessário seria que os médicos tivessem “um conhecimento da totalidade das coisas”.
Sócrates retornou da sua temporada no Exército advertindo aos seus compatriotas gregos que, em certo sentido, os bárbaros estavam na dianteira: ele sabia que o corpo não podia ser curado sem levar em conta a mente.
Martinho Lutero, no início do séc. XVI, declarava: “Pensamentos soturnos (sombrios) acarretam males físicos; quando a alma está oprimida, o mesmo acontece com o corpo”. Ele tinha uma preocupação doentia com sua saúde. Por toda a sua idade adulta sofreu de constipação.
Já dizia Platão: “a cura de inúmeras doenças é desconhecida dos médicos pois eles ignoram o conjunto, e isto porque uma parte jamais poderá estar bem, a menos que o todo esteja bem.”
A fim de aliviar a tensão que lhe é imposta pelos conflitos reprimidos, o inconsciente pode expressar-se por meio da linguagem fisiológica. (funções orgânicas); Trata-se de não só um simbolismo como também de um esforço no sentido de solucionar um problema ou satisfazer uma necessidade . Infelizmente, não sendo este um processo racional, o problema da pessoa permanece insolúvel e a sua necessidade não é satisfeita – as alterações físicas a tornam doente (Howard R-Martha E. Lewis). A simbologia correlacionada aos sintomas é sujeita a uma grande variação. Uma de suas formas é o que se chama de “parte para um todo” em que cada órgão individual é capaz de simbolizar todo o conflito. O estômago, por exemplo, pode ser um sítio dos problemas num paciente com desejos de independência frustrados, devido a sua associação aos processos de alimentação e carinhos maternos. Ao mesmo tempo, o sintoma pode constituir expressão concreta de uma idéia inaceitável.
Um homem poderá vomitar porque sua mulher lhe causa asco; Uma jovem pode imaginar inconscientemente que os bebês se desenvolvem no estômago, o que levará a sofrer de dores aí durante a gravidez.

O simbolismo é portanto, considerado o principal responsável pela escolha de sintomas.
Em nosso inconsciente são alteradas todas as regras da lógica, intelecto e razão da mente consciente. Uma pessoa, coisa ou situação podem ter sido representadas por um símbolo, por alguém ou algo similar, ou mesmo por algo que lhe seja imposto. Esta é a linguagem do inconsciente.
Uma pessoa assustada, o seu coração bate mais depressa, os vasos sanguíneos de sua pele se contraem, os músculos se contraem e assim por diante. E, no entanto, uma doença psicossomática caracteriza-se , sobretudo, pela exacerbação de uma ou duas de tais reações, havendo um relativo desprezo das demais. Acredita-se que ocorra uma exacerbação de uma ou mais partes de uma reação total, com a relativa exclusão das demais, devido a razões simbólicas e também fruto do acaso. Na verdade concluímos que a Psicanálise deve agir de forma Investigativa, só assim poderemos chegar a conclusões precisas sobre se é ou não uma doença psicossomática..
Observação importante: Hipocondria – só existem sintomas; Psicossomática- existem os males orgânicos (no soma), influenciados diretamente pela mente.

Bibliografia:
Fenômenos Psicossomáticos: Houward R, e Martha E. Lewis- 3ª edição

domingo, 31 de janeiro de 2010

Psicanálise e Pedagogia



Continuando sobre os profissionais que trabalham no nosso espaço, venho expor agora o trabalho da Dr.ª Ana Angelica que trabalha preferencialmente com crianças, pois se dedicou a elas devido a especialidade infantil. É pedagoga e Psicanalista Clínica. Por ter sido professora de Artes por mais de 20 anos, também trabalha com arteterapia, técnica que facilita o desenvolvimento do relacionamento com as crianças. Sabe-se que uma doença mental na fase da infância pode significar uma ruptura no desenvolvimento da criança. A intervenção clínica deve integrar a família e o ambiente para favorecer a evolução emocional do jovem. A doença expõe a ruptura da evolução espontânea, e marca a perda do potencial de crescimento da criança. Este trabalho acontece até mesmo com o "contar de histórias".
"...Um menino é muito sonho por dentro, mas é preciso que a realidade de fora ajude este sonho. Perto de uma história tem sempre alguém que a conte..."
Gutfriend,2005
O trabalho não é feito apenas com crianças com transtornos mentais, mas também com dificuldades de aprendizagem, dificuldades cognitivas em geral, timidez, ansiedades infantis e pré-adolescentes. Como os outros colegas anteriomente divulgados, há interação multidisciplinar quando necessário com encaminhamento para psicopedagogia, pediatria ou psiquiatria.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nossa Equipe - Na Saúde mental


Somos um grupo de profissionais com especializações diversificadas com o intuito de atender no mesmo espaço pessoas com diferentes dificuldades, encaminhando-as para o outro profissional que melhor convier a cada caso, ou ainda, dando um atendimento multidisciplinar caso seja necessário.
Exemplificando:
Um caso de Autismo/ Asperguer- Normalmente esse caso deve ser atendido por pelo menos dois profissionais do nosso espaço: Dr.ª Rosemeire Rocha-psicóloga e psicanalista clínica com aprofundamento nos estudos sobre autismo (trabalhará o comportamento, as dificuldades e interação com a família), em associação com Dr.ª Maria Aparecida Ambrósio- psicanalista clínica e psicopedagoga (trabalhará as dificuldades de aprendizagem e dificuldades de linguagem)
Obesidade/distúrbios alimentares - Após descartar as causas orgânicas, o tratamento deverá ser acompanhado por uma nutricionista clínica: Dr.ª Claudia Rosane e uma psicóloga com experiência como Dr.ª Ana Maria Pereira Oliveira.
Casos diversos de dificuldades sexuais como disfução erétil, são conduzidos por Dr.ª Luzia Lauredo- Psicanalista, Psicoterapeuta e Sexóloga.
E ainda: Trabalhamos com outros profissionais que não fazem parte do espaço mas que fazem parceria conosco e são requisitados para acompanhamento quando necessário ou tratamento medicamentoso como: psiquiatras, neurologistas, urologistas, cardiologistas, etc.
Outros profissinais serão destacados em outras postagens. Seja qual for a sua dificuldade, ligue e agende um encontro com o profissional qualificado.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


Que a Paz esteja presente!
Que a resiliência seja bastante forte!
Que a tolerância seja aumentada!
Que o olhar para o outro seja sincero!
Que as mãos se deem!
Que o abraço seja apertado!
Que a palavra seja branda!
Que o coração pulse firme!
Que as Mentes estejam abertas!
Que não falte AMOR!
Que o Incosciente seja desvendado em Alegrias!
Para nossos pacientes e amigos, Feliz Natal e 2010 pleno de realizações!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Inconsciente

A descoberta do inconsciente dinâmico provavelmente é a contribuição mais importante de Freud para a compreensão da mente humana. Se antes dele, outros perceberam que nem toda a atividade mental é consciente, o objetivo de Freud foi estudar a fundo tanto o conteúdo quanto o estranho modo de pensar da mente inconsciente. Os sonhos irrompem em nós e se desenrolam em nosso teatro interno cheios de significados ocultos. Freud mostrou a ligação entre eles e os intrigantes sintomas neuróticos e psicóticos, os lapsos verbais e uma multiplicidade de enganos que comprovaram a existência do inconsciente. A psicanálise revela que muitas vezes vivemos de acordo com o inconsciente que mora em nós, bem escondido à luz do dia e com uma influência dominadora revelada no drama do sono. "O inconsciente é por definição incognoscível. O psicanalista está portanto, na posição infeliz de ser o estudioso daquilo que não se pode conhecer" E ainda: "O conceito de inconsciente batia havia muito tempo nos portões da psicologia, querendo entrar. A filosofia e a literatura costumava brincar com ele, mas a ciência não lhe encontrava um uso" (Freud).
Ex: No final do séc. XIX, o presidente do parlamento autríaco abriu uma sessão com as seguintes palavras: "Percebo que há quórum e portanto declaro a sessão encerrada". Ele pretendia conscientemente declarar a sessão aberta, mas cometeu um lapso que revelou o que sentia. Algumas sessões anteriores haviam sido tumultuadas e pouco produtivas, de modo que era compreensível que o presidente preferisse fazer o discurso de encerramento ao de abertura.
É assim que o inconsciente fala- muitas vezes com embaraço, como se zombasse das nossas ilusões de percepção consciente e controle sobre os nossos desejos e intenções.
Bibliografia-
PHIL MOLLON-Conceitos da Psicanálise- publicado por viver mente & cérebro.

domingo, 15 de novembro de 2009

Hipnose- uma das ferramentas da Psicanálise



Hipnose, ou estado hipnótico, é uma condição temporária de um estado alterado de atenção e percepção do indivíduo. Atualmente, a hipnose é considerada uma técnica extremamente útil quando praticada por profissionais qualificados. Seu uso abrange as áreas médica, psicológica, odontológica, educacional etc. A hipnose vem sendo estudada desde tempos antigos, mas sempre condenada devido às crenças errôneas a seu respeito e sua má utilização.
Mas o que realmente é hipnose? A ciência tem demonstrado que hipnose é um estado natural do comportamento humano que possui efeitos psicológicos, sociais e físicos. Não há mistérios ligados à hipnose e hipnotizador. Hipnose é uma técnica que possibilita ao individuo acessar suas experiências internas subjetivas. Hipnose pode ser comparada ao estado de sonhar acordado envolvendo um estado mental ativo e intenso. Isto é, a pessoa em hipnose não está dormindo, muito pelo contrário, a pessoa está num intenso estado de concentração mental e pode falar, andar ou escrever. Normalmente, a pessoa hipnotizada fica totalmente consciente do que diz e faz. O hipnotizador ou hipnólogo, utiliza certos métodos para induzir a hipnose em uma pessoa que, por sua vez, responde ao método alterando seu estado de atenção. Esse estado alterado leva a pessoa a experienciar diversos fenômenos, tais como diferentes níveis de consciência, imaginação, memória, além de tornar-se mais suscetível à sugestões para seu benefício. Outros fenômenos hipnóticos podem ocorrer, dependendo do objetivo da hipnose. Pode-se eliminar uma dor por exemplo, criar sensações, relaxar etc.
A hipnose é mais uma ferramenta que pode ser utilizada em uma terapia. A psicanálise utiliza o método da livre associação, mais comumente. Entre os conceitos já aceitos, está o de um “estado natural de consciência, diferente do estado de vigília”.A hipnose é um estado de suscetibilidade ampliada para a sugestão, tendo como efeito uma alteração das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento apropriado. O transe é um estado de sugestibilidade intensificado artificialmente e semelhante mas não igual ao sono, no qual parece ocorrer uma dissociação dos elementos conscientes e inconscientes do psiquismo. A sugestão e a auto-sugestão fazem parte do transe. A sugestão seria uma comunicação associada a uma influência que assim provocaria a absorção da mente consciente, que fica focalizada em algum tipo de absorção sensorial e ideativa. Desta maneira, ocorre à oportunidade da mente inconsciente se manifestar, em diversos níveis, através dos fenômenos hipnóticos.
Entre nossos colegas no consultório, há um hipnoterapeuta muito qualificado e procurado por nossos pacientes: Dr. Claus Hinden -também analista de temperamento.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Recalque na teoria freudiana



A noção de recalque é antiga na teoria freudiana; trata-se de um tipo de defesa especial, que pode mesmo ser considerada como um modelo de todas as atividades defensivas. Mas do que isso, é um mecanismo universal e necessário, na medida em que é pela ação do recalcamento que se constitui o inconsciente como sistema separado do resto do psiquismo.
É a partir da prática clínica que Freud vai inferir toda a concepção do recalque. Os neuróticos, principalmente os histéricos, apresentavam lacunas em suas recordações; certas coisas não podiam ser lembradas, tinham sido recalcadas. Os fenômenos lacunares estão na origem da hipótese do inconsciente. Há uma correlação entre recalque e inconsciente, e, até um certo momento, os dois termos se equivaliam. O recalque consiste, pois, no afastamento de certos elementos do campo da consciência, os quais são mantidos na esfera do inconsciente. Os conteúdos recalcados encontram-se, assim, inacessíveis ao domínio consciente e funcionam de acordo com o processo primário. Ora, na denegação, o elemento recalcado, que está portanto, fora do alcance consciente, é expresso verbalmente, mas sob a forma de uma negação. Freud ressalta que há aí suspensçao do recalcado, mas não ainda aceitação do mesmo.
O recalcamento é um processo dinâmico que requer um dispêndio de energia contante através do contra-investimento exigido para manter o recalque, pois o desejo inconsciente força o regresso à consciência e à motilidade.
E.... continuaremos com o recalque...