As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Relacionar-se...Quanta dificuldade!



Sigmund Freud em o Mal estar da Civilização, já pontuava que compartilhar o espaço vital com outros seres humanos é um dos principais fatores que influem na constituição psíquica dos sujeitos. Nesse exercício, cada um é obrigado a a brir mão de parte de seu desejo em nome de um bem comum. Segundo o Psicnalista Charles Melman, porém, esse bem comum se tem perdido e a convivência está ameaçada pelo narcisismo exacerbado na atualidade, associado à necessidade de satisfação imediata dos desejos pessoais, que não levam em conta o outro. Estas situações são retratadas continuamente.
É preciso um pouco mais de "exercer a tolerância", explica a Psicanalista Jane Sabino. Essa tolerância segundo ela, tem uma faixa grande que pode ser esticada. É preciso pensar o outro, ser generoso mesmo com suas imperfeições; como também ser generoso consigo mesmo, ou seja, não é porque você fez algo que não deveria que não pode analisar e perdoar-se sabendo que não deve repetir, para não por em risco o relacionamento que com certeza tem muitos motivos para existir.
Coompreender o outro é acolher o outro. Compreender o outro é ouvir o outro!.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Respondendo pela 2ª vez a novos leitores



* A Marcinha (assim identificada no comentário da última semana) perguntou se psicanalistas pode fazer TCC. Muito bem Marcinha. Pra ser Psicanalista Clínico você precisa antes de tudo ter nível superior, e só então após a graduação você pode fazer o curso de Psicanálise em 2 anos se você for psicólogo ou médico em uma sociedade de psicanálise ou em 4 anos, se a sua graduação for diferente. TCC ou Terapia Cognitivo Comportamental é uma pós graduação, logo, se já for graduado então pode sim. Inclusive eu acho que o Psicanalista com pós em TCC pode explorar o seu trabalho com uma visão diferente, mais ampla talvez.

Todo o conhecimento possível deve ser adquirido e aplicado, afinal o Psicanalista deve sempre continuar seus estudos e pesquisas pelo bem do paciente, e lidar com a mente humana é de suma responsabilidade.

* O Soldier perguntou no último dia 31/07/09 se existe curso de Psicanálise a distância e se conheço algum profissional formado dessa forma.

-Soldier, não conheço nenhum profissional formado em psicanálise à distância e para lhe ser sincera, acho uma grande irresponsabilidade de alguma instituição oferecer um curso dessa forma, principalmente como respondi anteriormente a outra pessoa, você vai lidar com mente humana, é preciso conhecimento anatomo-fisiológico, neurológico, estágio, análise didática e nada disso pode ser a distância. Não acredito em um profissional formado à distância, seja de qualquer profissão, na minha área então... Se você como diz, quer ser um Psicanalista, procure uma Sociedade Registrada no MEC e Muito boa sorte!

domingo, 26 de julho de 2009

Respondendo a leitores!

A Rosimar que está pesquisando sobre DDA quer saber uma fonte de consulta sobre DDA.


Bem Rosimar, na nossa lista de livros tem um chamado Distúrbios da Dr.ª Lou de Olivier. Lá você encontra o que precisa.

Aí também vai mais um link atendendo a pedido sobre sonhos, embora também já tenhamos postado uma relação de sonhos mais comuns.




Atendendo a outro leitor. Ele pergunta sobre o que vem a ser " de forma sintetisada" a afasia:



Bem, resumidamente, a afasia é a incapacidade de compreender a palavra falada. Pode ser resultado de lesão no lobo temporal ( têmporas). Existem ainda, um forte componente emocional que pode dificultar o entendimento da palavra.





E ainda recebemos um grande elogio dos nossos leitores quando nos mandaram esse selo abaixo. Vejam:

Gostaria de agradecer a todos que participam. Sempre que possível responderei aos questionamentos de nossos leitores, as dúvidas cognitivas, etc.
Também fazemos análise didática com alunos formandos.
Obrigada pelo selo, é uma manifestação de carinho e nos garante que estamos no caminho certo.
Aos colegas também obrigada pela participação, até as críticas nos fazem melhorar e com isso, crescer.

Respondendo a leitores!

sábado, 18 de julho de 2009

Impulso assassino




O Brasil ocupa lugar de destaque entre os países mais violentos do mundo, considerando também aqueles com histórico recente de guerras (como Eslovênia, Croácia, Israel). As estatísticas confirmam que, em cada 100 assassinatos cometidos em território brasileiro, somente duas pessoas são presas. Nos Estados Unidos a média chega a 90%. Grande parte dos assassinos age por impulso. A maioria dessas pessoas é considerada "normal" até que cometa algum crime, num ato impulsivo. "A pessoa tem razões subjetivas que, num dado momento, lhe pareçam justificadas. "Muitos tomam consciência da gravidade e da irreversibilidade do ato só depois de cometê-lo", observa o psiquiatra Elias Abdalla Filho, membro da diretoria do Departamento de Psiquiatria Forense da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Lesões cerebrais graves ocorridas na infância podem provocar comportamento agressivo; mas é a combinação de fatores neurológicos e psicossociais que costuma ser perigosa. O comportamento violento nunca pode ser atribuído a uma única causa- tendência inata, patologia, ambiente desfavorável ou experiência dolorosa. É preciso considerar a combinação de diversos fatores de risco que se reforçam e se influenciam mutuamente. Um dos maiores estudos longitudinais teve início em 1972 na Nova Zelândia (afirma a revista mente & cérebro-2006). Uma equipe de psicólogos de vários países acommpanha há 36 anos o destino de aproximadamente mil pessoas nascidas naquele ano na cidade de Dunedim. Os pesquisadores concentraram seus estudos principalmente em forma de comportamento anti-social acompanhadas de violência física. Logo, um pequeno grupo de violentos crônicos do sexo masculino apresentaram características como baixa tolerância à frustração, dificuldade em aprender regras sociais, problemas de concentração, capacidade reduzida de compreensão dos sentimentos de outras pessoas e inteligência defasada. Entretanto, o que mais se destaca é a falta de contenção psíquica, que os faz passar do sentimento ao ato quase imediatamente. Os impulsos agressivos são deflagrados pelas emoções.

Alterações fisiológicas no sistma límbico e no córtex pré-frontal podem estar associadas ao comportamento impulsivo: Neurobiologistas compararam a anatomia do cérebro de criminosos violentos e de homens comuns e descobriram essas alterações. As partes citadas estão ligadas ao surgimento, decodificação e controle das emoções. Efeitos inibidores sobre parte do sistema límbico, principalmente o hipotálamo e a amígdala, de onde vem os impulsos agressivos, são atribuídosa a área do córtex pré-frontal, segundo a qual as raízes psicobiológicas do comportamento anti-social podem ser compreendidas como um "defeito" na regulação do córtex do sistema límbico. Vários estudos apóiam essa interpretação.

A situação quando o cérebro é afetado na infância: O neurologista Antônio Damásio coordenou uma pesquisa onde observaram consequências dramáticas nesse tipo de caso: Cirurgiões retiraram um tumor do cérebro frontal direito de um bebê de 3 meses. Quando o menino tinha 9 anos começaram a surgir problemas: era muito difícil motivá-lo na escola, ele permanecia isolado e passava o seu tempo livre exclusivamente diante da televisão ou ouvindo música. Em algumas ocasiões ficava inexplicavelmente furioso, ameaçava e chegava a agredir fisicamente as pessoas. Interessante notar que ele cresceu em ambiente acolhedor com pais amorosos e irmãos cujo desenvolviento foi considerado normal.
"O mais importante hoje, é a observação- diz a psicanalista Jane Sabino- de sinais e sintomas que não são normais, e procurar ajuda especializada assim que notar algo diferente ou um dos sintomas citados acima.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um pouco mais de Psicanálise Freudiana



Apesar de não ter sido o primeiro a usar a palavra inconsciente, Freud inovou ao tratá-lo como uma espécie de depósito dos nossos desejos reprimidos ligados à sexualidade ou a agressão que ficam atuando sobre a mente consciente. Ao ouvir o paciente falar livremente no divã, o psicanalista o ajuda a compreender como a pressão do inconsciente está produzindo seus distúrbios para que ele possa se libertar deles.

Freud acredita que a mente adulta vai sendo moldada na infância, de acordo com as experiências de prazer e desprazer que ela vivencia em cada fase do desenvolvimento da libido- libido para Freud, é a energia corporal expressa pelos instintos sexuais. Ela já estaria presente no bebê, por exemplo, ao se relacionar com seus pais. Se o bebê for menino, ele deseja ter a mãe para si e enxerga o pai como um rival que reprime seu desejo (Complexo de Édipo). Já a menina desejaria o pai- mas também reprime essa vontade por temer perder o amor de sua mãe por isso. Mesmo permanecendo ocultos no inconsciente, esses desejos poderiam gerar distúrbios na mente do adulto.

Para Freud, a personalidade está dividida em três partes. A primeira delas, o id, seria a mais profunda da piquê humana. Lá estariam depositados os impulsos instintivos dominados pelo desejo de prazer. Ou seja, é o lado animal do homem, quase todo inconsciente. Já o superego seria uma espécie de polícia interna. É aquela voz que parece ser o senhor da razão, julgando nossos atos e, na maioria das vezes, censurando-nos. No meio do conflito entre os desejos do id e a censura do superego, estaria o ego. O ego á a parte da persoalidade que está em contato direto com a realidade externa. Criado partir do id, tem a função de garantir a saúde, a segurança e a sanidade da pessoa.

Mais que um Psicanalista....

Exercer o legado de Freud é mais que uma profissão – é um privilégio, é um raro caminho seguro, para o tão buscado auto-conhecimento. Só demanda estudo árduo, aplicação, honestidade, dignidade, dedicação e muito amor pelos que nos cercam, aceitando suas fragilidades e inseguranças.
Sempre aprimorando o processo de “escuta”, até que este se torne fortemente interno e, finalmente, consigamos ouvir a voz de nossa alma.
A psicanálise é uma atividade singular, a outorga para o seu exercício não acontece no ato da entrega do certificado de conclusão de curso, essa autorização é interna, produto da aquisição do conhecimento, e do resultado transformador da análise.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dinheiro na Cabeça!



O dinheiro mexe com a cabeça! Esse é o tema da revista mente & cérebro dessa semana. E, resolvi colocar o assunto aqui para discussão. Os neuroeconomistas teem estudado mais detalhadamente o conceiro de Homo oeconomicus, verificando e desenvolvendo teorias econômicas para compreender o que acontece no cérebro humano. O rápido progresso da tecnologia, principalmente na área dos procedimentos por imagem, fez com que essa linha de estudos fosse impulsionada nos últimos anos. Confiar nas pessoas com quem fazemos negócios provoca intensas reações cerebrais. Nos que acreditam em seus parceiros, o córtex pré-cingular, uma área que analisa o próprio comportamento e as ações presumíveis do outro, mostra-se mais ativo.
A maioria das pessoas que se submete a um processo psicoterápico, em especial de base psicanalítica, provavelmente terá de se haver, em algum momento, com a questão do dinheiro. Não por acaso: de uma forma ou de outra, todos nós temos inquietações- e sofrimento - em nossas relações com o vil metal. Na clínica, ele não é apenas tema de análise, mas também um elemento da sustentação do setting. A maneira como o paciente lida com o pagamento das sessões, o quanto e o como dispõe de seus recursos costuma oferecer material de trabalho ao analista e ao analisando, dando margem a reflexões, interpretações, elaborações e insights.
"Ha uma diferença fundamental em relação à maneira como o dinheiro circula no mercado e na clínica, onde está associado à economia inconsciente", ressalta o psicanalista Mauro Mendes Dias, membro-fundador da Sociedade de Psicanálise de Campinas. Na neurose obsessiva, por exemplo, o traço de avareza corresponde ao sentido miserável que o sujeito atribui a seu próprio desejo. O pagamento introduz uma questão decisiva destacada por Freud, que remete às primeiras trocas da criança com a mãe. Jacques Lacan fala de três preços: 1- vinculado à palavra do analista, que sempre deve ter efeito de interpretação, e, portanto, não pode ser banal; 2- tem a ver com o esvaziamento do próprio ego. Para dispor dessas duas condições o psicanalista precisa ter se submetido a própria análise e à formação- o que costuma ser dispendioso. 3- Está relacionado à necessidade de sustentar sua função por meio de um processo continuado de aprendizagem, leitura, atualizações, troca com pares, participação em grupos de discussão e eventos- e isso requer investimento permanente, não só de dinheiro, mas também de tempo e desejo.
Pense:
Porque adquirir aquele produto? Impulso? Necessidade?
Estudos mostram que mecanismos inconscientes interferem fortemente quando abrimos a carteira.