As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


sábado, 14 de março de 2009

AUTISMO e Novidades!



Funcional (High-functioning autism), Perturbação Semântica-Pragmática (Semantic pragmatic disorder), Perturbação do Espectro do Autismo (Autistic spectrum disorder (ASD). O autismo é uma dificuldade qualitativa que afeta a forma como uma pessoa comunica-se com outras pessoas e relaciona-se com o mundo à sua volta. As pessoas com autismo têm dificuldades em duas áreas principais. Estas áreas são, por vezes, chamadas tríade dos desvios qualitativos (da comunicação):
> Dificuldades em compreender e usar a linguagem para comunicar-se.-> Dificuldades nas interações sociais e nas relações com pessoas. Muitas pessoas com autismo têm reações incomuns às sensações como sons, luzes ou toques. Podem ter também dificuldades de aprendizagens, dislexias ou outras dificuldades. Contudo, as pessoas com Síndrome de Asperger, não têm dificuldades de aprendizagem, mas partilham as duas principais dificuldades apresentadas acima.Pensam que existem mais de 535.000 pessoas com autismo no Reino Unido. O autismo é mais comum nos homens do que nas mulheres. As pessoas com autismo não têm deficiência física. Não necessitam de cadeiras de rodas e a maioria parece igual a qualquer outra pessoa que não tenha autismo. Por isto, pode ser mais difícil para as outras pessoas compreenderem como é ter autismo.
As pessoas com autismo poderão:
> Ter dificuldades em compreender e utilizar gestos, expressões faciais ou tons de voz;-> Ter dificuldade em responder a perguntas ou em seguir instruções;-> Repetir o que foi dito. Isto significa “ecolália”
-> Ter dificuldades em iniciar e manter uma conversa-> Usar palavras complexas, mas não compreender o sentido destas-> Falar de um interesse específico que têm, sem se aperceberem de que os outros não partilham desse interesse;
-> (Algumas pessoas com autismo) poderão não desenvolver a fala.
Como você pode ajudar:
-> Atraia a atenção da pessoa antes de iniciar uma conversa (por exemplo, dê um toque no ombro da pessoa autista ou diga o nome dela).-> Utilize um nível de linguagem que a pessoa possa compreender.-> Fale claramente e use palavras curtas. -> Utilize imagens para ajudar à compreensão.-> Dê tempo ao autista para que ele reaja ao que você disse.-> Considere outras formas de comunicação, tais como a escrita, gestos ou utilize imagens se for necessário.


A Novidade é que um estudo sobre o autismo vem agora confirmar que o TEA (Transtorno de espectro autista) é maior em regiões onde chove mais, diz uma pesquisa realizada na Universidade Cornell, em Nova York, pois constatou uma associação positiva entre o número de crianças diagnosticadas e as taxas anuais de precipitação pluviométrica. O estudo fortalece a hipótesede que fatores ambientais podem afetar crianças vulneráveis a esse que é um dos mais misteriosos distúrbios psíquicos da infância. Os resultados do estudo mostraram um número significativamente maior de crianças autistas nos lugares onde há maior média de precipitação. Segundo autores do estudo há várias explicações para isso: Dias chuvosos costumam favorecer atividades realizadas dentro de casa, deixando as crianças mais tempo em frente à televisão, por exemplo, o que poderia interferir no seu desenvolvimento cognitivo. Além disso, elas ficariam menos expostas à luz solr, essencial para o organismo produzir a vitamina D, importante entre outras coisas para o amadurecimento do sistema nervoso. Resíduos de produtos químicos tóxicos, sejam eles encontrados em maior concentração dentro de casa ( como so usados na limpeza doméstica) ou carregados de lugares distantes da chuva, também podem desempenhar algum papel no desenvolvimento do transtorno.


E é claro há ainda a ser melhor pesquisados outros fatores principalmente relativos à dinâmica afetiva e social da família.

domingo, 1 de março de 2009

Trabalhar em Equipe- CONVIVER!



O que podemos aprender com os gansos?
Quando, por exemplo, um ganso bate as asas voando numa formação em V, cria um vácuo para a ave seguinte passar, e o bando inteiro têm um desempenho setenta e um por cento melhor do que se voasse sozinho. Sempre que um ganso sai da formação, sente, subitamente, a resistência do ar, por tentar voar sozinho e, rapidamente, volta para a referida formação, aproveitando o vácuo da ave imediatamente à frente.Quando um ganso líder se cansa, passa para trás e de pronto outro assume o seu lugar, voando para a posição da ponta. Na formação, os gansos que estão atrás grasnam para encorajar os da frente a voar mais depressa. Se um deles adoece, dois gansos abandonam a formação e seguem o companheiro doente, para ajudá-lo e protege-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo ou venha a morrer. Só depois disso voltam ao procedimento normal, com outra formação ou atrás de outro bando. A lição dos gansos: Pessoas que partilham uma direção comum e senso de comunidade podem atingir mais facilmente os objetivos que pretendem.Para atingi-los, é necessário estar junto daqueles que se dirigem para onde queremos ir, dando e aceitando ajuda. Precisamos assegurar que o nosso «grasnido» seja encorajador para a nossa equipa e que ajude a melhorar o seu desempenho.

Esse selo nos foi enviado por nossos leitores. Muito legal! Obrigada!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Equilíbrio emocional e Imunidade


A hipótese de que o o corpo é naturalmente orientado para a cura é vista com reservas. "Não acredito em mágicas" Avalia Marcelo Marcos Morales, presidente da Sociedade Brasdileira de Biofísica e professor da UFRJ, "Mas acredito sim, que o equilíbrio de nossas funções fisiológicas, proporcionado pelo equilíbrio emocional, alimentação saudável e uma vida regrada, possa propiciar o bom funcionamento do nosso organismo. Assim ele poderá responder mais adequadamente a injúrias a que estamos subordinados".

O cérebro humano continua sendo uma incógnita, mas é fato que as funções cerebrais desempenham papel fundamental na homeostase (equilíbrio das diversas funções e composições químicas do corpo). Os distúrbio psicológicos podem levar a alterações endócrinas que alteram o metabolimo e a neurofisiologia. "Alguns hormônios como os produzidos pela glândula adrenal nos casos de estresse podem diminuir a imunidade do organismo, levando ao aparecimento de doenças. Esse é apenas um exemplo, entre vários. Ao mesmo tempo, quando os distúrbios emocionais são evitados, preservamos o funcionamento adequado do organismo. Enfermidades podem até ocorrer mas com chances menores." Diz a bióloga e psicanalista Jane Sabino. "

Eis algumas dicas para manter-se mais saudável:

-Exercícios físicos ( Na Universidade de Miami, um estudo examinou os efeitos do exercício em situações difíceis. Para o teste, foram avaliados pacientes na hora que ficaram sabendo que eram HIV positivos. O que se observou foi que aqueles que se exercitavam regularmente eram mais imunes ao medo e ao desespero, o que segurou não apenas o seu equilíbrio emocional, mas seu sistema imunológico. Nessas pessoas as células de defesa que são altamente sensíveis às nossas emoções, continuaram trabalhando com força ou até mais agressivamente, ao contrário do que foi observado nos sedentários, que sofreram uma imediata paralisação na multiplicação dessas células.

-Ômega 3- Alimento para o cérebro emocional- O Papel dos ácidos graxos no organismo é fundamental, e isso inclui ômega 3. Esses ácidos o corpo não consegue fabricar e é um dos constituintes do cérebro. Por isso são a principal nutrição que o feto recebe pela placenta, fazendo com que as reservas da mãe caiam drasticamente nas últimas semanas da gravidez. Pode ser consumido através de peixes e mariscos. Estudos indicam também que podem inibir a atividade de células cancerosas. Na Neurologia explica-se a capacidade de ajudar a evitar a perda de memória associada ao mal de Alzheimer. Também há documentários cardiológicos mostrando que o ácido protege contra arritmias.

-Rotina do sono- O corpo no rítmo certo - Os sonhos, a temperatura do corpo, a secreção hormonal e a digestão são regulados de acordo com um ciclo de 24 h que depende da hora em que vamos dormir. É ele que causa o jet lag de quem cruza fusos horários: o período do sono das primeiras noites não correspondem ao ciclo do nosso relógio biológico. Enquanto isso, todas as funções corporais ficam desbalanceadas, o que coloca a saúde em risco. Uma rotina de sono desregrada afeta o metabolismo.

- Meditação: O estresse crônico produz ansiedade e depressão, além de ter impactos negativos no corpo: insônia, rugas, pressão alta, palpitações, dores nas costas, problemas digestivos, infecções crônicas, esterilidade e impotência sexual são alguns deles. A prática de meditação reduz os efeitos psicológicos e os físicos, afirma pesquisa da Universidade de West Virgínia, nos EUA.

-Afeto- Cura pelas boas relações sociais- O amor de parceiros, familiares, amigos é uma necessidade biológica. Inclusive a companhia de animais de estimação é comprovadamente um remédio para estabelecer o equilíbrio.

-Autoconhecimento- Pode ser conseguido em sessões de psicoterapia para viver melhor.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Cotidiano nosso de cada dia!

(Este texto pertence ao colega Dr. Emir Tomazeli em seu blog: Oficinamecânica.blogspot.com)

O comportamento hostil é mais simples do que o compotamento amoroso, logo mais frequente.

A irritação está por todos os lugares. O contato humano intenso estressa e passivos, insistimos em viver em aglomerados muito densos, onde as regras do viver são muito áridas e angustiantes. Tudo está por um triz! Por um nada a vizinha grita com o marido: maldiz, ofende. Ele revida, sem pudor e sem moral, usando o mais vil dos palavrórios, deixando claro que seu desejo é de que todos aqueles que o circundam compartilhem passivamente do desastre humano que ali se apresenta. Mais um amor fracassado, mais um casal que aceitou a degradação que o convívio desatento impões e obriga.

Carregamos em nossas costas o ânimo perturbado e levamos em nosso peito nosso espírito sempre arisco, disposto a uma contenda ou a uma fuga. (Emir Tomazelli- psicanalista do Instituto Sedes Sapientiae)

O gesto hostil requer apenas uma via de descarga, que é o agir, não carece de pensamento. O ato, a ação são próprios para isso: mexemos os músculos e nos livramos da tensão imediata acumulada- a inteligência ajuda a disfarçar a brutalidade maquiando a atitude manifestada. Por exemplo, a criança xinga a própria mãe. A mãe para revidar a brutalidade do filho, engole o sapo da raiva que lhe despertou e finge que o ama, mesmo que ele seja um estúpido com ela... Hum está feita a confusão! Ela fica desgastada pelo trabalhão que teve para conter-se e o garoto fica impune e equivocadamente cheio de razão. Egoisticamente certo. É aí que mora o perigo. A bondade materna se retorce transformando-se em tolerância, e o ato de brutalidade do pequenino infante é falsamente perdoado sob a rubrica pronunciada aos quatro cantos pela avó: " Mas gente! ele é só uma criança!". O cerco nesse ponto, se fecha e a ética que deveria ser orientada pelo que é o mais nobre vai pro vinagre e sofre um baque.

As vovós e alguns de nós preferimos uma negação psicótica da realidade e a produção de uma falsa bondade que propaga a proteção das mesmas crianças por quem, mais tarde, seremos espancados.

O agir de supetão ou do impulso não precisa da ajuda do pensamento. Infelizmente os atos agressivos são menos evoluídos que os que envolvem respeito, consideração, solidariedade.

Temos raiva à toa porque qualquer coisa que nos desorganize ou nos retire da chamada área de confronto - isto é, a área de não surpresa! - é suficiente para exigir de nós operações tantas e tão complexas que, para acessarmos esse nível, deveremos fazer um enorme esforço de adiamento, de contenção. Na verdade ninguém nos ensinou que o ato destrutivo já vem prontinho no Kit com o qual chegamos ao mundo ( continua Tomazelli) - este sim, é dádiva; nem que para sermos construtivos é necessário um esforço e uma capacidade de aprendizado e adaptação que de modo algum vem em um programa de fácil acesso. Longe de ser uma dádiva o amor e a fraternidade são conquistas, são batalhas vencidas no mundo diminuto do dia-a-dia.

Ter maturidade, saber esperar para permanecer calmo sem saber o que se está vivendo, ter serenidade para observar o que está acontecendo ao redor e paciência para formular pensamentos úteis em vez de fantasias que substituam a realidade são comportamentos que exigem muito de nós. Quanto mais infantis somos, mais raivosos, mais desrespeitosos. Quanto mais fechados em nosso narcisismo, menos sentido o outro humano tem.

Só mesmo pensando como Freud pensou o narcisismo, compreederemos que temos uma relação sensual e passional com nosso ego. Somos auto-apaixonados. Desejamo-nos mais que a qualquer um, estamos cegos ao outro pela que nossa autoconservação nos demanda. Damos muito menos do que podemos dar e do que teoricamente teríamos responsabilidade de dar. Mesmo que não façamos nada que aparente amor por nós, somos auto-devotados. Teimosos, renitentes, somos metódica e precisamente sempre nós mesmos, e impomos nossas regras ao outro; e se o outro não as aceita, impomos a ele o nosso desamor, o nosso ódio, o nosso rancor, nossa traição. Jogos egóicos, jogos menores, imposições do eu, esse é o mundo onde a raiva impera.

Há somente um caminho: desenvolvermos a fé em que darmos o melhor de nós nos faz melhor!

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Ciúme nos bastidores da Psicanálise



Descrito na obra de William Shakespeare como "o monstro de olhos verdes", o ciúme congrega sentimentos contraditórios. Influenciado por valores culturais, inspira pintores, compositores e escritores - mas também pode se transformar em doença. (Eduardo Ferreira-Santos em viver mente & cérebro- nº 166)
O Conhecimento psicanalítico provocou profundas transformações na forma de compreender o homem contemporâneo, e é nesse conhecimento que estão ancoradas a psicologia e as diferentes linhas psicoterápicas atualmente praticadas. Nem todos se dão conta, porém, de que na origem delas há importante contribuição do ciúme, ainda que indireta.
No fim do séc. XIX, o jovem Sigmund Freud, recém-formado, foi estimulado pelo clínico vienense Joseph Breuer a levar adiante suas pesquisas. Vários pacientes do médico experiente sofriam de afecções nervosas e, entre eles, estava a bela e culta Bertha Pappenheim, que passou para a história com o codnome de Anna O. Diagnosticada como histérica, ela apaixonou-se por Breuer e passou a enviar-lhe flores e outros presentes diariamente. Em momentos de confusão mental, insistia que o médico a tinha engravidado. A situação, bem como o tempo que Breuer dedicava a moça, despertaram a irritação de sua mulher. Enciumada, ela exigiu que o marido parasse de atendê-la.
Para controlar o impasse, ele encaminhou a paciente para Freud, com quem o encantamento se repetiu. Mais tarde, em sucessivas ocasiões, a jovem voltou a se interessar por quem a atendia. A repetição foi percebida, estudada e descrita na teoria freudiana como transferência, um conceito que abriu campo para o direcionamento do atendimento psicanalítico.
Em 1922, mais de duas décadas depois, Freud escreveu: " Embora possamos chamá-lo de "normal", o ciúme não é, em absoluto, completamente racional, isto é, derivado da situação real, proporcional às circunstâncias reais e sob controle do ego consciente, pode achar-se profundamente enraizado no inconsciente, ser uma continuação das manifestações da vida emocional da criança e originar-se no complexo de Édipo ou das relações entre irmãos do primeiro período sexual. Além do mais, é dígno de nota que, em certas pessoas, ele é experimentado bissexualmente - o homem não apenas sofrerá pela mulher que ama e odiará seu rival, mas sentirá pesar pelo homem a que ama incoscientemente e pela mulher, sua rival".

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Comemore!


















  • Comemorem o Natal! As Festas de Fim de Ano!
  • Se não conseguiu tudo que pretendia, renove as esperanças e trabalhe com afinco!
  • Dê um tempo na tristeza na hora do abraço, se for abraçar
  • Telefone pra alguém a quem gostaria de ouvir a voz!
  • Sinta uma voz no seu peito dizendo o que realmente deveria fazer!
  • Visualize tudo o que deseja para o próximo ano!
  • Faça a Respiração diafragmática todas as vezes que se achar em ansiedade!
  • Mentalize apenas o que quer e não o que não gostaria!
  • Não se faça promessas!
  • Seja feliz e até a próxima!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Borderline na visão psicanalista



A difícil realidade dos que sofrem deste transtorno de personalidade, e o tratamento psiquiátrico que emergiu de uma visão psicanalista: Sentimentos intensos e confusos, flutuações rápidas e variações no estado de humor, comportamento autodestrutivo e automutilante, impulsividade e agressividade, além de um vazio profundo marcam o Trantorno de Personalidade Borderline (TPB). Teodore Millon em em 1980, possuia um envolvimento clínico e teórico de longa data em transtornos de personalidade, propôs uma personalidade formada por fatores biológicos combinados e interagindo reciprocamente com as experiências no decorrer da vida, tornou o conceito diagnóstico acessível para terapeutas comportamentais. Assim, o transtorno ocorrendo na idade adulta e preenchendo cinco ou mais características das indicadas abaixo (Tabela TPB proposta pelo DSM-IV-TR (APA-2002), podemos considerar o indivíduo um paciente Borderline:



  • Esforços para evitar um abandono real ou imaginário- são pessoas intolerantes a solidão;

  • Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, em que a pessoa alterna entre extremos de idealização e desvalorização;

  • Perturbações de identidade- instabilidade constante da auto-imagem ou do sentimento do eu;

  • Impulsividade em duas ou mais áreas, prejudicando significativamente a sua vida.( sexo, abuso de substâncias, comer compulsivo, etc.)

  • Comportamentos, gestos ou ameaças de suicídio ou de comportamento automutilante;

  • Instabilidade afetiva - oscilação frequente de humor;

  • Sentimentos crônicos de vazio;

  • Raiva intensa ou dificuldade em controlar a raiva;

  • Episódio de ideação paranóide relacionado ao stress e a sintomas dissociativos intensos.

Pesquisas recentes nos mostram que assim como se controlam a pressão alta e o diabetes com posturas comportamentais e medicamentos, também podemos tornar o modo de vida de um borderline mais feliz. Serotonina, norepinefrina e acetilcolina estão entre os neurotransmissores químicos envolvidos com a região do córtex cerebral pré-frontal onde se preduz a capacidade de suprirmir-se as emoções negativas, logo esses mensageiros químicos desempenham um papel na regulação das emoções, inclçuindo raiva, ansiedade, tristeza e irritabilidade.

O TPB é segundo as pesquisas, mais frequente em mulheres, que buscam conciliar diversos papéis sem saber o que priorizar, gerando mais confusão e estresse sobre quem são ou o que querem. Além de causas como aumentos da taxa de divórcios, da utilização de babás, da dificuldade de alcançar relacionamentos íntimos mais estáveis, violência sexual na infância, rejeição, etc.

A teoria de Klein- com seus conceitos de cisão, objetos bons e maus e identificaçõ projetiva- possibilitou falar sobre a instabilidade e o quadro clínico caótico apresentado pelo borderline.

O tratamento requer tempo e paciência, tanto dos profissionais quanto dos familiares, envolve a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental com medicamentos, preferencialmente antidepressivos e estabilizantes de humor. Em determinados contextos (psiquê42-ciência e vida) a internação psiquiátrica pode ser necessária para a proteção do próprio paciente.

Difícil é quando ocorre a comorbidade, ou seja, a associação do TPB com o TBH ou outros transtornos mentais. A observância deve durar pelo menos 6 meses antes de um diagnóstico, pois não há atualmente exames de neuroimagem ou laboratoriais que façam o diagnóstico.