As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Desenvolvimento

“Acredito que o essencial é que não se considere mais a latência uma etapa de quase estancamento do desenvolvimento, e que se encontre nela, ao saber lê-los, não só os efeitos tão afamados da repressão que apaga as manifestações da sexualidade e do complexo de Édipo, mas também as modificações do que foi vivido anteriormente, as quais apontam, com a aquisição de novos mecanismos, o estabelecimento progressivo de um aparelho psíquico distinto, com uma estruturação mais complexa do sujeito e de sua relação com o mundo, nos planos intrassubjetivo e intersubjetivo.”


                                                                                                                                                                                     Madeleine Baranger

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sessão de Terapia

Venho  destacar hoje um programa que está fazendo nossos pacientes e amigos (mesmo aqueles que nunca fizeram terapia) comentarem com muito mais propriedade sobre nosso trabalho. Os pacientes já ficam mais tranquilos para fazerem suas colocações, pois verificam que muitos são os comportamentos e personalidades; os amigos, fazem conjecturas mais precisas, acho que com mais respeito, pois observam o cansaço que fica o terapeuta após uma sessão de terapia. Também assisto com propriedade e apreço, percebo as dificuldades do Théo em resolver um problema delicado que surgiu com uma terapia, da mesma forma também tento resolvê-lo e torço para o Théo achar a resposta com menos sofrimento.
Tenho muito respeito e admiração por Selton Melo, que é um entusiasta da psicanálise. Selton Mello abraçou com empolgação a direção da versão brasileira desta série israelense. "Faço terapia e estou devolvendo em forma de arte o que meu terapeuta faz por mim", declara ele.
Sessão de Terapia é na GNT, todos os dias as 10h30min. Também pode ser repetida aos domingos por volta das 18h.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

HOSMOSSEXUALIDADE

Explicando um pouquinho sobre a homossexualidade. Embora a Constituição Brasileira de 1988 tenha trazido avanços importantes quanto à valorização da diversidade humana, no sentido de rejeitar qualquer tipo de discriminação de raça, gênero, sexo, crenças religiosas, idade e defender igualdade de direitos, a liberdade e o respeito às diferenças humanas, acredita-se que muito ainda há por se fazer. Não raramente, a homossexualidade e o homoerotismo são considerados como atitudes anormais, desviantes e estranhas que evidenciam padrões de comportamento e convívio sociais não determinados pela sociedade.
Ao longo do tempo, este estilo característico de ser deixou de ser homossexualismo, (porque na medicina o sufixo "ismo" quer dizer doença) e passou a ser homossexualidade (o sufixo "dade" signiufica modo de ser). O que existe em termos de classificação dentro da Psicologia atual é a orientação sexual. Assim, a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), no dia 17 de maio de 1990, retirou a homossexualidade de sua lista de doenças, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. Contudo, somente em março de 1999, o Conselho Federal de Psicologia homologou, em resposta a movimentos evangélicos que propunham um tratamento, ou ainda, uma cura para a questão da homossexualidade.
Uma Resolução: nº 001/99. de 22/03/1999, que veta o psicólogo e psicanalistas, enquanto pertencentes e participantes de uma categoria, de se referir à homossexualidade como doença ou de fazer parte de qualquer propaganda de tratamento e muito menos cura, a pacientes homossexuais.
Atualmente os estudos dos pesquisadores nos levam sempre a causas emocionais e culturais.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um pouco de coragem

A coragem é oque nos move a ir atras daquilo em que acreditamos, apesar das dificuldades. Tem a ver com os desejos e as limitações de cada pessoa. Pra ser corajoso é preciso se superar- e transformar o ato de coragem em uma atitude duradoura. "O ato vem do impulso. A coragem, da natureza da pessoa..." explica o psicanalista Mário Costa Pereira, autor do livro que estou lendo chamado Pânico e Desamparo.
É por isso que por mais destemidas que possam parecer às vezes, crianças e jovens não são exatamente corajosos. O que ocorre é que eles não conhecem os perigos, e, será testando os limites que conhecerão seus medos.Se forem estimulados a  confrontar as dificuldades, no futuro poderão tornar-se adultos corajosos. Porque é o ato de enfrentar nossos monstros que, afinal, nos torna bravos. O covarde renuncia ao que acredita por medo, o corajoso também teme, sim- mas encara a escuridão e vai adiante. A coragem é uma luz que carregamos nos quartos escuros da existência. Ela aparece quando salvamos alguém de um acidente maior, quando entramos na água para socorrer alguém que grita, mesmo não tendo a certeza de que vamos conseguir. As vezes também um grande ato de coragem pode ser um simples gesto. São pequenos grandes feitos que transformam toda a vida e dão espaço para criar novos rumos, diz Jane Sabino.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jung e os Arquétipos

Arquétipos são símbolos. Palavra utilizada por Jung para representar imagens primordiais. A estrutura da personalidade segundo Jung seriam os arquétipos 1-Persona: nossa imagem pública. A máscara usada que representa a "boa impressão". 2- Sombra: centro do Inconsciente pessoal. Os aspectos suprimidos com o desenvolvimento da máscara. 3- Anima e Animus: Enquanto a Persona representa a face externa da Psiquê, a face interna forma o equilíbrio e representa o lado feminino do homem (Anima) e o lado masculino da psiquê feminina (Animus). 4-Self: Integra todos os arquétipos e características. É o regulador e unificador da psiquê consciente e inconsciente. Na mulher pode surgir como uma figura feminina de destaque, uma deusa; no homem ele pode surgir como um sábio.

domingo, 27 de maio de 2012

Conhecendo e cuidando da sua voz!

No último sábado,(26/5/12) foi apresentado mais um seminário em nosso consultório. Desta vez  conduzido por Dr.ª Rosilene Silva, fonoaudióloga, que com muita propriedade falou que: " (...) Voz é o instrumento de aproximação entre os indivíduos" "(...) A utilização incorreta ou de abuso vocal pode levar ao aparecimento de problemas na produção da voz, surgindo qualidades indesejáveis e até problemas mais graves". Ela foi enfática quando abordou as muitas causas que podem gerar problemas na voz. Aplicou testes, distribuiu folhetos, mostrou-se generosa em relação à sua disposição de ajudar os colegas de consultório. Como vêm na foto, ela nos mostrou imagens de algumas lâminas com diferentes problemas nas cordas vocais, além de selecionar algumas dicas que podem facilitar os cuidados com a voz.
A Dr.ª Rosilene Silva encontra-se em nosso consultório as Segundas-feiras, as Quartas-feiras e agora também as sextas-feiras.

sábado, 12 de maio de 2012

Transtornos mentais

A depressão, ou episódio depressivo maior (MDE, na sigla em inglês) está em crescimento e começa a se tornar um problema de saúde pública no mundo inteiro. É a conclusão de um estudo publicado nesta terça-feira, na revista BMC Medicine, que fez um mapeamento do transtorno em 18 países, incluindo o Brasil, que apareceu como o país com a maior número de pessoas deprimidas.
A depressão é uma doença caracterizada por um conjunto de sintomas psicológicos e físicos, associada a altos índices de comorbidades médicas, incapacitação e mortalidade prematura.
Os países foram divididos em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).
De acordo com o relatório, nos dez países de alta renda incluídos na pesquisa, 14,6% das pessoas, em média, já tiveram depressão. Nos 12 meses anteriores, a prevalência foi de 5,5%. Já nos oito países de baixa ou média renda, 11,1% da população teve episódio alguma vez na vida, em comparação a 5,9% nos 12 meses anteriores. A maior prevalência nos últimos 12 meses foi registrada no Brasil, com 10,4%. A menor foi a do Japão, com 2,2%.
“No artigo internacional, foram incluídos exclusivamente os dados sobre depressão maior, mas a nossa pesquisa avalia diversos outros transtornos mentais, entre eles os de ansiedade – como pânico, fobias específicas, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo – e transtornos de humor, como o transtorno bipolar, distimia e a própria depressão maior”, informou Maria Carmen Viana, professor do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo, que participou da pesquisa. 
Também foram publicados recentemente resultados sobre transtorno bipolar, suicídio. “No estudo São Paulo Megacity estimamos que 44,8% da população já apresentou pelo menos uma vez na vida algum transtorno mental. Nos 12 meses anteriores à entrevista, a prevalência foi de 29,6%”, acrescentou.
O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiológicas sobre abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais. O estudo é coordenado globalmente por Ronald Kessler, da Universidade de Harvard (Estados Unidos).
Quase 30% dos habitantes da região metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais, é a mais alta entre os países pesquisados. Em 2º lugar ficaram os Estados Unidos com pouco menos de 25 %. Segundo as pesquisas, a alta prevalência é explicadapelo cruzamento de 2 variáveis incluídas no estudo: a alta urbanização e a privação social.