As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


domingo, 26 de julho de 2009

Respondendo a leitores!

A Rosimar que está pesquisando sobre DDA quer saber uma fonte de consulta sobre DDA.


Bem Rosimar, na nossa lista de livros tem um chamado Distúrbios da Dr.ª Lou de Olivier. Lá você encontra o que precisa.

Aí também vai mais um link atendendo a pedido sobre sonhos, embora também já tenhamos postado uma relação de sonhos mais comuns.




Atendendo a outro leitor. Ele pergunta sobre o que vem a ser " de forma sintetisada" a afasia:



Bem, resumidamente, a afasia é a incapacidade de compreender a palavra falada. Pode ser resultado de lesão no lobo temporal ( têmporas). Existem ainda, um forte componente emocional que pode dificultar o entendimento da palavra.





E ainda recebemos um grande elogio dos nossos leitores quando nos mandaram esse selo abaixo. Vejam:

Gostaria de agradecer a todos que participam. Sempre que possível responderei aos questionamentos de nossos leitores, as dúvidas cognitivas, etc.
Também fazemos análise didática com alunos formandos.
Obrigada pelo selo, é uma manifestação de carinho e nos garante que estamos no caminho certo.
Aos colegas também obrigada pela participação, até as críticas nos fazem melhorar e com isso, crescer.

Respondendo a leitores!

sábado, 18 de julho de 2009

Impulso assassino




O Brasil ocupa lugar de destaque entre os países mais violentos do mundo, considerando também aqueles com histórico recente de guerras (como Eslovênia, Croácia, Israel). As estatísticas confirmam que, em cada 100 assassinatos cometidos em território brasileiro, somente duas pessoas são presas. Nos Estados Unidos a média chega a 90%. Grande parte dos assassinos age por impulso. A maioria dessas pessoas é considerada "normal" até que cometa algum crime, num ato impulsivo. "A pessoa tem razões subjetivas que, num dado momento, lhe pareçam justificadas. "Muitos tomam consciência da gravidade e da irreversibilidade do ato só depois de cometê-lo", observa o psiquiatra Elias Abdalla Filho, membro da diretoria do Departamento de Psiquiatria Forense da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Lesões cerebrais graves ocorridas na infância podem provocar comportamento agressivo; mas é a combinação de fatores neurológicos e psicossociais que costuma ser perigosa. O comportamento violento nunca pode ser atribuído a uma única causa- tendência inata, patologia, ambiente desfavorável ou experiência dolorosa. É preciso considerar a combinação de diversos fatores de risco que se reforçam e se influenciam mutuamente. Um dos maiores estudos longitudinais teve início em 1972 na Nova Zelândia (afirma a revista mente & cérebro-2006). Uma equipe de psicólogos de vários países acommpanha há 36 anos o destino de aproximadamente mil pessoas nascidas naquele ano na cidade de Dunedim. Os pesquisadores concentraram seus estudos principalmente em forma de comportamento anti-social acompanhadas de violência física. Logo, um pequeno grupo de violentos crônicos do sexo masculino apresentaram características como baixa tolerância à frustração, dificuldade em aprender regras sociais, problemas de concentração, capacidade reduzida de compreensão dos sentimentos de outras pessoas e inteligência defasada. Entretanto, o que mais se destaca é a falta de contenção psíquica, que os faz passar do sentimento ao ato quase imediatamente. Os impulsos agressivos são deflagrados pelas emoções.

Alterações fisiológicas no sistma límbico e no córtex pré-frontal podem estar associadas ao comportamento impulsivo: Neurobiologistas compararam a anatomia do cérebro de criminosos violentos e de homens comuns e descobriram essas alterações. As partes citadas estão ligadas ao surgimento, decodificação e controle das emoções. Efeitos inibidores sobre parte do sistema límbico, principalmente o hipotálamo e a amígdala, de onde vem os impulsos agressivos, são atribuídosa a área do córtex pré-frontal, segundo a qual as raízes psicobiológicas do comportamento anti-social podem ser compreendidas como um "defeito" na regulação do córtex do sistema límbico. Vários estudos apóiam essa interpretação.

A situação quando o cérebro é afetado na infância: O neurologista Antônio Damásio coordenou uma pesquisa onde observaram consequências dramáticas nesse tipo de caso: Cirurgiões retiraram um tumor do cérebro frontal direito de um bebê de 3 meses. Quando o menino tinha 9 anos começaram a surgir problemas: era muito difícil motivá-lo na escola, ele permanecia isolado e passava o seu tempo livre exclusivamente diante da televisão ou ouvindo música. Em algumas ocasiões ficava inexplicavelmente furioso, ameaçava e chegava a agredir fisicamente as pessoas. Interessante notar que ele cresceu em ambiente acolhedor com pais amorosos e irmãos cujo desenvolviento foi considerado normal.
"O mais importante hoje, é a observação- diz a psicanalista Jane Sabino- de sinais e sintomas que não são normais, e procurar ajuda especializada assim que notar algo diferente ou um dos sintomas citados acima.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um pouco mais de Psicanálise Freudiana



Apesar de não ter sido o primeiro a usar a palavra inconsciente, Freud inovou ao tratá-lo como uma espécie de depósito dos nossos desejos reprimidos ligados à sexualidade ou a agressão que ficam atuando sobre a mente consciente. Ao ouvir o paciente falar livremente no divã, o psicanalista o ajuda a compreender como a pressão do inconsciente está produzindo seus distúrbios para que ele possa se libertar deles.

Freud acredita que a mente adulta vai sendo moldada na infância, de acordo com as experiências de prazer e desprazer que ela vivencia em cada fase do desenvolvimento da libido- libido para Freud, é a energia corporal expressa pelos instintos sexuais. Ela já estaria presente no bebê, por exemplo, ao se relacionar com seus pais. Se o bebê for menino, ele deseja ter a mãe para si e enxerga o pai como um rival que reprime seu desejo (Complexo de Édipo). Já a menina desejaria o pai- mas também reprime essa vontade por temer perder o amor de sua mãe por isso. Mesmo permanecendo ocultos no inconsciente, esses desejos poderiam gerar distúrbios na mente do adulto.

Para Freud, a personalidade está dividida em três partes. A primeira delas, o id, seria a mais profunda da piquê humana. Lá estariam depositados os impulsos instintivos dominados pelo desejo de prazer. Ou seja, é o lado animal do homem, quase todo inconsciente. Já o superego seria uma espécie de polícia interna. É aquela voz que parece ser o senhor da razão, julgando nossos atos e, na maioria das vezes, censurando-nos. No meio do conflito entre os desejos do id e a censura do superego, estaria o ego. O ego á a parte da persoalidade que está em contato direto com a realidade externa. Criado partir do id, tem a função de garantir a saúde, a segurança e a sanidade da pessoa.

Mais que um Psicanalista....

Exercer o legado de Freud é mais que uma profissão – é um privilégio, é um raro caminho seguro, para o tão buscado auto-conhecimento. Só demanda estudo árduo, aplicação, honestidade, dignidade, dedicação e muito amor pelos que nos cercam, aceitando suas fragilidades e inseguranças.
Sempre aprimorando o processo de “escuta”, até que este se torne fortemente interno e, finalmente, consigamos ouvir a voz de nossa alma.
A psicanálise é uma atividade singular, a outorga para o seu exercício não acontece no ato da entrega do certificado de conclusão de curso, essa autorização é interna, produto da aquisição do conhecimento, e do resultado transformador da análise.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dinheiro na Cabeça!



O dinheiro mexe com a cabeça! Esse é o tema da revista mente & cérebro dessa semana. E, resolvi colocar o assunto aqui para discussão. Os neuroeconomistas teem estudado mais detalhadamente o conceiro de Homo oeconomicus, verificando e desenvolvendo teorias econômicas para compreender o que acontece no cérebro humano. O rápido progresso da tecnologia, principalmente na área dos procedimentos por imagem, fez com que essa linha de estudos fosse impulsionada nos últimos anos. Confiar nas pessoas com quem fazemos negócios provoca intensas reações cerebrais. Nos que acreditam em seus parceiros, o córtex pré-cingular, uma área que analisa o próprio comportamento e as ações presumíveis do outro, mostra-se mais ativo.
A maioria das pessoas que se submete a um processo psicoterápico, em especial de base psicanalítica, provavelmente terá de se haver, em algum momento, com a questão do dinheiro. Não por acaso: de uma forma ou de outra, todos nós temos inquietações- e sofrimento - em nossas relações com o vil metal. Na clínica, ele não é apenas tema de análise, mas também um elemento da sustentação do setting. A maneira como o paciente lida com o pagamento das sessões, o quanto e o como dispõe de seus recursos costuma oferecer material de trabalho ao analista e ao analisando, dando margem a reflexões, interpretações, elaborações e insights.
"Ha uma diferença fundamental em relação à maneira como o dinheiro circula no mercado e na clínica, onde está associado à economia inconsciente", ressalta o psicanalista Mauro Mendes Dias, membro-fundador da Sociedade de Psicanálise de Campinas. Na neurose obsessiva, por exemplo, o traço de avareza corresponde ao sentido miserável que o sujeito atribui a seu próprio desejo. O pagamento introduz uma questão decisiva destacada por Freud, que remete às primeiras trocas da criança com a mãe. Jacques Lacan fala de três preços: 1- vinculado à palavra do analista, que sempre deve ter efeito de interpretação, e, portanto, não pode ser banal; 2- tem a ver com o esvaziamento do próprio ego. Para dispor dessas duas condições o psicanalista precisa ter se submetido a própria análise e à formação- o que costuma ser dispendioso. 3- Está relacionado à necessidade de sustentar sua função por meio de um processo continuado de aprendizagem, leitura, atualizações, troca com pares, participação em grupos de discussão e eventos- e isso requer investimento permanente, não só de dinheiro, mas também de tempo e desejo.
Pense:
Porque adquirir aquele produto? Impulso? Necessidade?
Estudos mostram que mecanismos inconscientes interferem fortemente quando abrimos a carteira.

domingo, 10 de maio de 2009

6 maio- DIA DO PSICANALISTA !



É O NOSSO DIA!

DIA DO PSICANALISTA!

PARABÉNS A TODOS NÓS!

LEI nº 12.933, DE 23 DE ABRIL DE 2008
(Projeto de lei nº 700, de 2004 da Deputada Beth Saião - PT)
Institui o “Dia do Psicanalista”
O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 4º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica instituído o “Dia do Psicanalista”, a ser comemorado, anualmente, no dia 6 de maio.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 23 de abril de 2008.
a) WALDIR AGNELLO - 1ºVice-Presidente no exercício da Presidência
Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 23 de abril de 2008. a) Auro Augusto Calimam, - Secretário Geral Parla
mentar

Juramento do Psicanalista

“Juramos perante todos os poderes do homem e, acima de tudo, perante nossas próprias consciências, fazer dos ensinamentos básicos da Psicanálise, uma chama sempre viva que iluminará perenemente, os inescrutáveis caminhos que devemos percorrer em busca da verdade, do direito e da fé para com nossos semelhantes. Jamais permitiremos que os poderes que nos foram conferidos, através do conhecimento do psiquismo humano, sirvam para criar privilégios ou manter o poder de uma minoria, em detrimento da coletividade; e, mesmo assim, faremos o possível para que esta, em seu poder avassalador, não transforme os seres humanos em, apenas, mais uma unidade de sua força. Tudo faremos para que o Homem apareça sob sua verdadeira imagem, protegido pelo inalienável direito de Liberdade. Fraternidade e Amor ao próximo, sentimentos que transformam os seres humanos em constelações de um todo e único Universo. Nunca nos deixaremos intimidar pela aparente fraqueza da espécie humana e, diante disto, jamais empregaremos o ódio, a vingança, ou a acusação, para aplacarmos através deles, o nosso próprio medo, covardia ou a vergonha. Usaremos sempre da maior cautela possível ao analisarmos nossos semelhantes e, antes de estruturarmos a nossa concepção, prometemos viver os dramas que descobrimos, para assim, conscientemente, acharmos os necessários mecanismos que lhes sirvam de defesa para o completo restabelecimento de seu equilíbrio Psico-somático. Mesmo nas horas mais difíceis juramos não transformar estes conhecimentos em situação mercantilizadora. Muito ao contrário, faremos de nossas naturais fraquezas, novas forças para continuarmos o nosso trabalho de pesquisa do psiquismo humano. Todas as descobertas úteis deverão se transformar em direito comum, com o qual procuraremos moldar a Humanidade, não ao sabor de nossas exigências, mas sim na imperiosa norma de suas naturais necessidades. Criaremos em conjunto, ao lado do respeito para com os complicados mistérios da "psique humana", sentimentos de desprendimento, igualdade e compreensão. Somente assim, despidos de quaisquer melindres condicionadores, caminharemos para nossos verdadeiros destinos, através da História, criando — sempre — condições para que o sentimento da caridade possa imperar. Sempre nos conduziremos através dos diálogos e das pesquisas. Nunca nos contentaremos com uma só verdade. E, ao lado das relações humanas que, acima de tudo, criaremos em nosso meio ambiente, chegaremos à análise científica de todos os traumas que assolam a humanidade, para assim, dentro do vasto campo da Psicanálise, que adotamos por doutrina, tentarmos encontrar as verdadeiras soluções, onde quer que estejam. De posse delas, sem os limites impostos pelos costumes, pelos partidarismos político-religiosos ou pela moral radicalizadora, prometemos, cause o impacto que causar, usá-las em benefício da espécie humana, numa missão que sabemos árdua, mas que por isto mesmo, juramos hoje, transformá-la em nosso único e idealístico sacerdócio".

Autor: Dr. Wagner Paulon

domingo, 3 de maio de 2009

DDA (Desordem de DEFICIT de Atenção)


Não confundir com TDAH ( Transtorno de déficit de atenção/Hiperatividade) diz a Dr.ª Lou de Olivier:

"O indivíduo com DDA apresenta desenvolvimento normal e QI de médio a suuperior, mesmo assim tem baixo desempenho escolar, não consegue fixar o que aprende e, em casos mais graves, nem chega a aprender. Pode também ter aprendizado satisfatório, mas ser disperso ou desatento, hiperativo ou extremamente tímido ou então alternando hiperatividade e retração." Os sintomas relatados não são cópia fiel do DSM (Diagnostic and Stastical Manual). São adaptados à realidade dos casos atendidos, respeitando-se a diferença entre DDA e TDAH:

1- Parece não ouvir ou não entender o que ouve;

2- Não consegue terminar uma tarefa, inicia uma atividade e logo passa para outra, sem terminar nada do que começa;

3- Tem dificuldade em seguir regras, esperar sua vez no grupo. Não lê nem ouve uma pergunta antes de respondê-la;

4- Não consegue brincar sozinho e, em grupo, pode tornar-se agressivo;

5- Perde ou esconde materiais e instrumentos importantes para realização de suas tarefas;

6- Não mantém amizades por muito tempo ou não chega a iniciá-las;

7- Tem ificuldade em aceitar a perda (em jogos, brincadeiras, etc) e não consegue pensar em longo prazo;

8- Fala excessivamente, se for hiperativo, ou mostra-se retraído e isolado, caso seja extremamente tímido, ou alterna estas duas características;

9- Durante os primeiros anos escolares, não consegue permanecer ocupado com sua tarefa por, ao menos, uma hora;

10- Pode passar horas diante de uma tarefa sem conseguir completá-la;

11- Distrai-se com qualquer acontecimento alheio às suas atividades.

Se a criança ou adolescente apresenta pelo menos oito desses sintomas, então tem fortes características de DDA e precisa ser encaminhado a um psicopedagogo e em casos mais sérios, também a um psicóloo/psicanalista, onde será avaliado a necessidade também de um neurologista. O tratamento inclui entre outras atividades, jogos de memória, xadrez, ditados aliados a objetos, nunca só auditivos. O tratamento clínico é multidisciplinar e, ependendo do caso também poderá ser medicamentoso.