
sábado, 18 de julho de 2009
Impulso assassino

segunda-feira, 29 de junho de 2009
Um pouco mais de Psicanálise Freudiana

Apesar de não ter sido o primeiro a usar a palavra inconsciente, Freud inovou ao tratá-lo como uma espécie de depósito dos nossos desejos reprimidos ligados à sexualidade ou a agressão que ficam atuando sobre a mente consciente. Ao ouvir o paciente falar livremente no divã, o psicanalista o ajuda a compreender como a pressão do inconsciente está produzindo seus distúrbios para que ele possa se libertar deles.
Freud acredita que a mente adulta vai sendo moldada na infância, de acordo com as experiências de prazer e desprazer que ela vivencia em cada fase do desenvolvimento da libido- libido para Freud, é a energia corporal expressa pelos instintos sexuais. Ela já estaria presente no bebê, por exemplo, ao se relacionar com seus pais. Se o bebê for menino, ele deseja ter a mãe para si e enxerga o pai como um rival que reprime seu desejo (Complexo de Édipo). Já a menina desejaria o pai- mas também reprime essa vontade por temer perder o amor de sua mãe por isso. Mesmo permanecendo ocultos no inconsciente, esses desejos poderiam gerar distúrbios na mente do adulto.
Para Freud, a personalidade está dividida em três partes. A primeira delas, o id, seria a mais profunda da piquê humana. Lá estariam depositados os impulsos instintivos dominados pelo desejo de prazer. Ou seja, é o lado animal do homem, quase todo inconsciente. Já o superego seria uma espécie de polícia interna. É aquela voz que parece ser o senhor da razão, julgando nossos atos e, na maioria das vezes, censurando-nos. No meio do conflito entre os desejos do id e a censura do superego, estaria o ego. O ego á a parte da persoalidade que está em contato direto com a realidade externa. Criado partir do id, tem a função de garantir a saúde, a segurança e a sanidade da pessoa.
Mais que um Psicanalista....
Exercer o legado de Freud é mais que uma profissão – é um privilégio, é um raro caminho seguro, para o tão buscado auto-conhecimento. Só demanda estudo árduo, aplicação, honestidade, dignidade, dedicação e muito amor pelos que nos cercam, aceitando suas fragilidades e inseguranças.
Sempre aprimorando o processo de “escuta”, até que este se torne fortemente interno e, finalmente, consigamos ouvir a voz de nossa alma.
A psicanálise é uma atividade singular, a outorga para o seu exercício não acontece no ato da entrega do certificado de conclusão de curso, essa autorização é interna, produto da aquisição do conhecimento, e do resultado transformador da análise.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Dinheiro na Cabeça!

domingo, 10 de maio de 2009
6 maio- DIA DO PSICANALISTA !

É O NOSSO DIA!
DIA DO PSICANALISTA!
PARABÉNS A TODOS NÓS!
LEI nº 12.933, DE 23 DE ABRIL DE 2008
(Projeto de lei nº 700, de 2004 da Deputada Beth Saião - PT)
Institui o “Dia do Psicanalista”
O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 4º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica instituído o “Dia do Psicanalista”, a ser comemorado, anualmente, no dia 6 de maio.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 23 de abril de 2008.
a) WALDIR AGNELLO - 1ºVice-Presidente no exercício da Presidência
Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 23 de abril de 2008. a) Auro Augusto Calimam, - Secretário Geral Parlamentar
Juramento do Psicanalista
“Juramos perante todos os poderes do homem e, acima de tudo, perante nossas próprias consciências, fazer dos ensinamentos básicos da Psicanálise, uma chama sempre viva que iluminará perenemente, os inescrutáveis caminhos que devemos percorrer em busca da verdade, do direito e da fé para com nossos semelhantes. Jamais permitiremos que os poderes que nos foram conferidos, através do conhecimento do psiquismo humano, sirvam para criar privilégios ou manter o poder de uma minoria, em detrimento da coletividade; e, mesmo assim, faremos o possível para que esta, em seu poder avassalador, não transforme os seres humanos em, apenas, mais uma unidade de sua força. Tudo faremos para que o Homem apareça sob sua verdadeira imagem, protegido pelo inalienável direito de Liberdade. Fraternidade e Amor ao próximo, sentimentos que transformam os seres humanos em constelações de um todo e único Universo. Nunca nos deixaremos intimidar pela aparente fraqueza da espécie humana e, diante disto, jamais empregaremos o ódio, a vingança, ou a acusação, para aplacarmos através deles, o nosso próprio medo, covardia ou a vergonha. Usaremos sempre da maior cautela possível ao analisarmos nossos semelhantes e, antes de estruturarmos a nossa concepção, prometemos viver os dramas que descobrimos, para assim, conscientemente, acharmos os necessários mecanismos que lhes sirvam de defesa para o completo restabelecimento de seu equilíbrio Psico-somático. Mesmo nas horas mais difíceis juramos não transformar estes conhecimentos em situação mercantilizadora. Muito ao contrário, faremos de nossas naturais fraquezas, novas forças para continuarmos o nosso trabalho de pesquisa do psiquismo humano. Todas as descobertas úteis deverão se transformar em direito comum, com o qual procuraremos moldar a Humanidade, não ao sabor de nossas exigências, mas sim na imperiosa norma de suas naturais necessidades. Criaremos em conjunto, ao lado do respeito para com os complicados mistérios da "psique humana", sentimentos de desprendimento, igualdade e compreensão. Somente assim, despidos de quaisquer melindres condicionadores, caminharemos para nossos verdadeiros destinos, através da História, criando — sempre — condições para que o sentimento da caridade possa imperar. Sempre nos conduziremos através dos diálogos e das pesquisas. Nunca nos contentaremos com uma só verdade. E, ao lado das relações humanas que, acima de tudo, criaremos em nosso meio ambiente, chegaremos à análise científica de todos os traumas que assolam a humanidade, para assim, dentro do vasto campo da Psicanálise, que adotamos por doutrina, tentarmos encontrar as verdadeiras soluções, onde quer que estejam. De posse delas, sem os limites impostos pelos costumes, pelos partidarismos político-religiosos ou pela moral radicalizadora, prometemos, cause o impacto que causar, usá-las em benefício da espécie humana, numa missão que sabemos árdua, mas que por isto mesmo, juramos hoje, transformá-la em nosso único e idealístico sacerdócio".
Autor: Dr. Wagner Paulon
domingo, 3 de maio de 2009
DDA (Desordem de DEFICIT de Atenção)

segunda-feira, 6 de abril de 2009
Um pouco sobre dislexia
- Dislexia de superfície-caracterizam-se basicamente pela falha de leitura de palavras irregulares, em um comprometimento da via lexical. Segundo estudos de casos únicos e múltiplos e usando-se PET(Tomografia por Emissão de Positrons) em indivíduos normais "convergem para o acordo sobre o papel de estruturas localizadas nas regiões temporal média e póstero-superiordo hemisfério esquerdo na leitura pela via lexical(Black e Behrman, 1994)
- Dislexia Fonológica- caracteriza-se pela incapacidade para litura de "não-palavras" e habilidades para leitura de palavras reais, sugerindo danos ou lesões na via de conversão de grafema para fonema. Os estudos realizados na intenção de correlacionar esta dislexia com susbstratos neuroanatômicos ainda não são conclusivos.
- Dislexia profunda- assemelha-se a dislexia fonológica, com igual bloqueio para leitura de não palavras, mas a diferença é que nesta dislexia, há presença de paralexias semânticas e maior facilidade em leitura de palavras concretas e frequentes. Alguns pesquisadores creem que nesta dislexia, existam lesões múltiplas no hemisfério esquerdo. Outros creem na possibilidade de "habilidades residuais do hemisfério direito no contexto de extensa lesão no hemisfério dominante" Esta afirmação está fudamentada em dois estudos.
Nas Dislexias Periféricas encontramos também três subdivisões:
- Dislexia Atencional- O indivíduo lê palavras isoladas, mas encontra dificuldade ou barreiras para ler várias palavras simultâneamente. Este tipo de dislexia foi encontrada em pacientes com lesões no lobo parietal esquerdo.
- Dislexia por Negligência- É atribuída à lesão na região da artéria cerebral média do hemisfério direito e caracteriza-se por ausência ou dificuldade de leitura no campo visual contralateral à lesão cerebral.
- Dislexia Literal ou Pura- O indivíduo consegue ler letras individuais, mas apresenta dificuldade em ler palavras (subtendido). Esta dislexia está relacionada a lesões occpitais inferiores extensas à esquerda.
Após dar a visão puramente neurológica, temos a visão da Psicopedagogia e da Multiterapia, a qual inclui psicólogos, psicanalistas e fonoaudiólogos:
A dislexia caracteriza-se por distúrbio da aprendizagem e pode ser subdividida em:
- Dislexia Cognitiva ou Inata- É aquela que nasce com o indivíduo. Pode ter as mais variadas causas e tem características próprias (Aqui eu encaixaria as dislexias citadas acima- causas neurológicas)- Em consequência, o indivíduo tem pouca ou nenhuma habilidade para a aquisição da leitura e de escrita, e geralmente não chega a ser alfabetizado, mas quando o é, não consegue ler e escrever por muito tempo e, quando termina de ler e escrever, já não se lembra de nada.
- Dislexia Adquirida- Vem por meio de um acidente qualquer. Ex: Anóxia perinatal ou anóxia por afogamento, acidente vascular cerebral e outros. O tratamento requer atenção de um psicopedagogo, que avaliará o caso e indicará outros profissionais se necessário.
- Dislexia Ocasional- é aquela causada por fatores externos e que aparece ocasionalmente. Pode ser causada por esgotamento do Sistema Nervoso- Estresse, excesso de atividades, e, em alguns casos por TPM e ou, Hipertensão. Se esse tipo for diagnosticado, não haverá a necessidade de neurologista, psiquiatria. O Psicólogo ou o Psicanalista que detectar, acompanhará apenas com Psicoterapia.
É importante que o profissional seja sério o suficiente e preparado para diagnósticar. A dislexia não causa a troca de letras (o que pode ser atribuído a Dislalia- discutirei em outra ocasião)
sábado, 14 de março de 2009
AUTISMO e Novidades!

> Dificuldades em compreender e usar a linguagem para comunicar-se.-> Dificuldades nas interações sociais e nas relações com pessoas. Muitas pessoas com autismo têm reações incomuns às sensações como sons, luzes ou toques. Podem ter também dificuldades de aprendizagens, dislexias ou outras dificuldades. Contudo, as pessoas com Síndrome de Asperger, não têm dificuldades de aprendizagem, mas partilham as duas principais dificuldades apresentadas acima.Pensam que existem mais de 535.000 pessoas com autismo no Reino Unido. O autismo é mais comum nos homens do que nas mulheres. As pessoas com autismo não têm deficiência física. Não necessitam de cadeiras de rodas e a maioria parece igual a qualquer outra pessoa que não tenha autismo. Por isto, pode ser mais difícil para as outras pessoas compreenderem como é ter autismo.
As pessoas com autismo poderão:
> Ter dificuldades em compreender e utilizar gestos, expressões faciais ou tons de voz;-> Ter dificuldade em responder a perguntas ou em seguir instruções;-> Repetir o que foi dito. Isto significa “ecolália”
-> Ter dificuldades em iniciar e manter uma conversa-> Usar palavras complexas, mas não compreender o sentido destas-> Falar de um interesse específico que têm, sem se aperceberem de que os outros não partilham desse interesse;
-> (Algumas pessoas com autismo) poderão não desenvolver a fala.
-> Atraia a atenção da pessoa antes de iniciar uma conversa (por exemplo, dê um toque no ombro da pessoa autista ou diga o nome dela).-> Utilize um nível de linguagem que a pessoa possa compreender.-> Fale claramente e use palavras curtas. -> Utilize imagens para ajudar à compreensão.-> Dê tempo ao autista para que ele reaja ao que você disse.-> Considere outras formas de comunicação, tais como a escrita, gestos ou utilize imagens se for necessário.