
domingo, 3 de maio de 2009
DDA (Desordem de DEFICIT de Atenção)

segunda-feira, 6 de abril de 2009
Um pouco sobre dislexia
- Dislexia de superfície-caracterizam-se basicamente pela falha de leitura de palavras irregulares, em um comprometimento da via lexical. Segundo estudos de casos únicos e múltiplos e usando-se PET(Tomografia por Emissão de Positrons) em indivíduos normais "convergem para o acordo sobre o papel de estruturas localizadas nas regiões temporal média e póstero-superiordo hemisfério esquerdo na leitura pela via lexical(Black e Behrman, 1994)
- Dislexia Fonológica- caracteriza-se pela incapacidade para litura de "não-palavras" e habilidades para leitura de palavras reais, sugerindo danos ou lesões na via de conversão de grafema para fonema. Os estudos realizados na intenção de correlacionar esta dislexia com susbstratos neuroanatômicos ainda não são conclusivos.
- Dislexia profunda- assemelha-se a dislexia fonológica, com igual bloqueio para leitura de não palavras, mas a diferença é que nesta dislexia, há presença de paralexias semânticas e maior facilidade em leitura de palavras concretas e frequentes. Alguns pesquisadores creem que nesta dislexia, existam lesões múltiplas no hemisfério esquerdo. Outros creem na possibilidade de "habilidades residuais do hemisfério direito no contexto de extensa lesão no hemisfério dominante" Esta afirmação está fudamentada em dois estudos.
Nas Dislexias Periféricas encontramos também três subdivisões:
- Dislexia Atencional- O indivíduo lê palavras isoladas, mas encontra dificuldade ou barreiras para ler várias palavras simultâneamente. Este tipo de dislexia foi encontrada em pacientes com lesões no lobo parietal esquerdo.
- Dislexia por Negligência- É atribuída à lesão na região da artéria cerebral média do hemisfério direito e caracteriza-se por ausência ou dificuldade de leitura no campo visual contralateral à lesão cerebral.
- Dislexia Literal ou Pura- O indivíduo consegue ler letras individuais, mas apresenta dificuldade em ler palavras (subtendido). Esta dislexia está relacionada a lesões occpitais inferiores extensas à esquerda.
Após dar a visão puramente neurológica, temos a visão da Psicopedagogia e da Multiterapia, a qual inclui psicólogos, psicanalistas e fonoaudiólogos:
A dislexia caracteriza-se por distúrbio da aprendizagem e pode ser subdividida em:
- Dislexia Cognitiva ou Inata- É aquela que nasce com o indivíduo. Pode ter as mais variadas causas e tem características próprias (Aqui eu encaixaria as dislexias citadas acima- causas neurológicas)- Em consequência, o indivíduo tem pouca ou nenhuma habilidade para a aquisição da leitura e de escrita, e geralmente não chega a ser alfabetizado, mas quando o é, não consegue ler e escrever por muito tempo e, quando termina de ler e escrever, já não se lembra de nada.
- Dislexia Adquirida- Vem por meio de um acidente qualquer. Ex: Anóxia perinatal ou anóxia por afogamento, acidente vascular cerebral e outros. O tratamento requer atenção de um psicopedagogo, que avaliará o caso e indicará outros profissionais se necessário.
- Dislexia Ocasional- é aquela causada por fatores externos e que aparece ocasionalmente. Pode ser causada por esgotamento do Sistema Nervoso- Estresse, excesso de atividades, e, em alguns casos por TPM e ou, Hipertensão. Se esse tipo for diagnosticado, não haverá a necessidade de neurologista, psiquiatria. O Psicólogo ou o Psicanalista que detectar, acompanhará apenas com Psicoterapia.
É importante que o profissional seja sério o suficiente e preparado para diagnósticar. A dislexia não causa a troca de letras (o que pode ser atribuído a Dislalia- discutirei em outra ocasião)
sábado, 14 de março de 2009
AUTISMO e Novidades!

> Dificuldades em compreender e usar a linguagem para comunicar-se.-> Dificuldades nas interações sociais e nas relações com pessoas. Muitas pessoas com autismo têm reações incomuns às sensações como sons, luzes ou toques. Podem ter também dificuldades de aprendizagens, dislexias ou outras dificuldades. Contudo, as pessoas com Síndrome de Asperger, não têm dificuldades de aprendizagem, mas partilham as duas principais dificuldades apresentadas acima.Pensam que existem mais de 535.000 pessoas com autismo no Reino Unido. O autismo é mais comum nos homens do que nas mulheres. As pessoas com autismo não têm deficiência física. Não necessitam de cadeiras de rodas e a maioria parece igual a qualquer outra pessoa que não tenha autismo. Por isto, pode ser mais difícil para as outras pessoas compreenderem como é ter autismo.
As pessoas com autismo poderão:
> Ter dificuldades em compreender e utilizar gestos, expressões faciais ou tons de voz;-> Ter dificuldade em responder a perguntas ou em seguir instruções;-> Repetir o que foi dito. Isto significa “ecolália”
-> Ter dificuldades em iniciar e manter uma conversa-> Usar palavras complexas, mas não compreender o sentido destas-> Falar de um interesse específico que têm, sem se aperceberem de que os outros não partilham desse interesse;
-> (Algumas pessoas com autismo) poderão não desenvolver a fala.
-> Atraia a atenção da pessoa antes de iniciar uma conversa (por exemplo, dê um toque no ombro da pessoa autista ou diga o nome dela).-> Utilize um nível de linguagem que a pessoa possa compreender.-> Fale claramente e use palavras curtas. -> Utilize imagens para ajudar à compreensão.-> Dê tempo ao autista para que ele reaja ao que você disse.-> Considere outras formas de comunicação, tais como a escrita, gestos ou utilize imagens se for necessário.
domingo, 1 de março de 2009
Trabalhar em Equipe- CONVIVER!
Quando, por exemplo, um ganso bate as asas voando numa formação em V, cria um vácuo para a ave seguinte passar, e o bando inteiro têm um desempenho setenta e um por cento melhor do que se voasse sozinho. Sempre que um ganso sai da formação, sente, subitamente, a resistência do ar, por tentar voar sozinho e, rapidamente, volta para a referida formação, aproveitando o vácuo da ave imediatamente à frente.Quando um ganso líder se cansa, passa para trás e de pronto outro assume o seu lugar, voando para a posição da ponta. Na formação, os gansos que estão atrás grasnam para encorajar os da frente a voar mais depressa. Se um deles adoece, dois gansos abandonam a formação e seguem o companheiro doente, para ajudá-lo e protege-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo ou venha a morrer. Só depois disso voltam ao procedimento normal, com outra formação ou atrás de outro bando. A lição dos gansos: Pessoas que partilham uma direção comum e senso de comunidade podem atingir mais facilmente os objetivos que pretendem.Para atingi-los, é necessário estar junto daqueles que se dirigem para onde queremos ir, dando e aceitando ajuda. Precisamos assegurar que o nosso «grasnido» seja encorajador para a nossa equipa e que ajude a melhorar o seu desempenho.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Equilíbrio emocional e Imunidade

domingo, 1 de fevereiro de 2009
O Cotidiano nosso de cada dia!
O comportamento hostil é mais simples do que o compotamento amoroso, logo mais frequente.
A irritação está por todos os lugares. O contato humano intenso estressa e passivos, insistimos em viver em aglomerados muito densos, onde as regras do viver são muito áridas e angustiantes. Tudo está por um triz! Por um nada a vizinha grita com o marido: maldiz, ofende. Ele revida, sem pudor e sem moral, usando o mais vil dos palavrórios, deixando claro que seu desejo é de que todos aqueles que o circundam compartilhem passivamente do desastre humano que ali se apresenta. Mais um amor fracassado, mais um casal que aceitou a degradação que o convívio desatento impões e obriga.
Carregamos em nossas costas o ânimo perturbado e levamos em nosso peito nosso espírito sempre arisco, disposto a uma contenda ou a uma fuga. (Emir Tomazelli- psicanalista do Instituto Sedes Sapientiae)
O gesto hostil requer apenas uma via de descarga, que é o agir, não carece de pensamento. O ato, a ação são próprios para isso: mexemos os músculos e nos livramos da tensão imediata acumulada- a inteligência ajuda a disfarçar a brutalidade maquiando a atitude manifestada. Por exemplo, a criança xinga a própria mãe. A mãe para revidar a brutalidade do filho, engole o sapo da raiva que lhe despertou e finge que o ama, mesmo que ele seja um estúpido com ela... Hum está feita a confusão! Ela fica desgastada pelo trabalhão que teve para conter-se e o garoto fica impune e equivocadamente cheio de razão. Egoisticamente certo. É aí que mora o perigo. A bondade materna se retorce transformando-se em tolerância, e o ato de brutalidade do pequenino infante é falsamente perdoado sob a rubrica pronunciada aos quatro cantos pela avó: " Mas gente! ele é só uma criança!". O cerco nesse ponto, se fecha e a ética que deveria ser orientada pelo que é o mais nobre vai pro vinagre e sofre um baque.
As vovós e alguns de nós preferimos uma negação psicótica da realidade e a produção de uma falsa bondade que propaga a proteção das mesmas crianças por quem, mais tarde, seremos espancados.
O agir de supetão ou do impulso não precisa da ajuda do pensamento. Infelizmente os atos agressivos são menos evoluídos que os que envolvem respeito, consideração, solidariedade.
Temos raiva à toa porque qualquer coisa que nos desorganize ou nos retire da chamada área de confronto - isto é, a área de não surpresa! - é suficiente para exigir de nós operações tantas e tão complexas que, para acessarmos esse nível, deveremos fazer um enorme esforço de adiamento, de contenção. Na verdade ninguém nos ensinou que o ato destrutivo já vem prontinho no Kit com o qual chegamos ao mundo ( continua Tomazelli) - este sim, é dádiva; nem que para sermos construtivos é necessário um esforço e uma capacidade de aprendizado e adaptação que de modo algum vem em um programa de fácil acesso. Longe de ser uma dádiva o amor e a fraternidade são conquistas, são batalhas vencidas no mundo diminuto do dia-a-dia.
Ter maturidade, saber esperar para permanecer calmo sem saber o que se está vivendo, ter serenidade para observar o que está acontecendo ao redor e paciência para formular pensamentos úteis em vez de fantasias que substituam a realidade são comportamentos que exigem muito de nós. Quanto mais infantis somos, mais raivosos, mais desrespeitosos. Quanto mais fechados em nosso narcisismo, menos sentido o outro humano tem.
Só mesmo pensando como Freud pensou o narcisismo, compreederemos que temos uma relação sensual e passional com nosso ego. Somos auto-apaixonados. Desejamo-nos mais que a qualquer um, estamos cegos ao outro pela que nossa autoconservação nos demanda. Damos muito menos do que podemos dar e do que teoricamente teríamos responsabilidade de dar. Mesmo que não façamos nada que aparente amor por nós, somos auto-devotados. Teimosos, renitentes, somos metódica e precisamente sempre nós mesmos, e impomos nossas regras ao outro; e se o outro não as aceita, impomos a ele o nosso desamor, o nosso ódio, o nosso rancor, nossa traição. Jogos egóicos, jogos menores, imposições do eu, esse é o mundo onde a raiva impera.
Há somente um caminho: desenvolvermos a fé em que darmos o melhor de nós nos faz melhor!
domingo, 4 de janeiro de 2009
O Ciúme nos bastidores da Psicanálise


