As postagens são feitas por nossa Comissão Científica. Podem ser próprias, adaptadas, transcritas de teóricos ou de sites científicos com publicações de novos estudos, e, teem a finalidade de informar e esclarecer alguns transtornos mentais. Não é diagnóstico final, portanto, procure o seu profissional ou o nosso espaço para maiores esclarecimentos em N. I./RJ com hora marcada: tel- 2669-7562 ou 9644-87280


domingo, 9 de março de 2008

Você deve relaxar, para baixar a ansiedade!



Em primeiro lugar, é importante lembrar que não se tenta relaxar, apenas permite-se relaxar. O ideal é relaxar duas vezes ao dia: uma no meio do dia e antes de dormir.

Escolha um lugar, em casa ou no trabalho, que seja calmo e sem interrupções. Se possível, tire o telefone do gancho, desligue o rádio e a televisão. Na falta de opções, o banheiro pode ser extremamente útil. Deixe o espaço na penunbra. Embora com os olhos fechados, a luz estimula o cérebro. É importantíssimo que você tenha apoio para todos os músculos do corpo. Use uma cadeira reclinável, a cama ou uma poltrona. Procure apoio para a cabeça e o pescoço e mantenha a temperatura em torno de 20ºC. Se estiver muito frio, após alguns minutos, o metabolismo do corpo decresce e a pessoa pode ficar com frio, causando tensão tensão muscular. Use roupas confortáveis, que não restrinjam os movimentos, principalmente o diafragma.

Concentre atenção na respiração, deixando que se torne profunda e lenta. Comece a tensionar e relaxar individualmente todos os músculos do corpo. Respire novamente através dos músculos do diafragma e libere qualquer pensamento que esteja ocupando sua mente.

Deixe que a respiração dissolva qualquer tensão ou rigidez que encontrar nos músculos da testa aos dedos dos pés, sempre identificando a diferença entre tensão e relaxamento muscular, e respirando fundo.

Fique em paz!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A Psicanálise e o Inconsciente!



Imaginemos que um explorador chega a uma região pouco conhecida onde seu interesse é despertado por uma extensa área de ruínas, com restos de paredes, fragmentos de colunas e lápides com inscrições meio apagadas e ilegíveis.

Pode contentar-se em inspecionar o que está visível, em interrogar os habitantes que moram nas imediações a respeito da história e do significado desses resíduos arqueológicos e então seguir viagem. Mas pode agir de modo diferente. Pode ter levado consigo picaretas, pás e enxadas... pode partir para as ruínas, remover o lixo e, começando dos resíduos visíveis, descobrir o que está enterrado. Se seu trabalho for coroado de êxito, as descobertas se explicarão por si mesmas: as paredes tombadas são parte das muralhas de um palácio ou de um depósito de tesouros; os fragmentos de colunas podem reconstituir um templo; as numerosas inscrições revelam um alfabeto e uma linguagem que, uma vez decifrados e traduzidos, fornecem informações nem mesmo sonhadas sobre eventos do mais remoto passado em cuja homenagem os monumentos foram erigidos. Saxa loquuntur! ( As pedras falam.)

Jane adaptou de Freud- Etiologia da Histeria

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Novidades no Consultório!









Ampliamos, dobrando a capacidade de atendimento.

No Hall de entrada modificamos o posicionamento de quadros, móveis, etc.
A intenção é melhorar a capacidade e ter espaço para emergências ( que sempre acontecem).


Veja algumas alterações ( Para você que conhecia o nosso espaço).


















domingo, 27 de janeiro de 2008

Solidariedade... ajuda a preservar a mente sã!

Possivelmente você já ouviu ao menos falar sobre os três tenores. O italiano Luciano Pavarotti, os espanhóis Plácido Domingo e José Carreras. O que talvez você não saiba é que Plácido Domingo é madrileno e José Carreras é catalão. E, há uma grande rivalidade entre madrilenos e catalães.
Plácido Domingo e Carreras não fugiram à regra. Em 1984, por questões políticas tornaram-se inimigos. Sempre muito requisitados em todo o mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam se o desafeto não fosse convidado. Em 1987, Carreras ganhou um inimigo mais implacável. Foi surpreendido por um terrível diagnóstico de leucemia.
Submeteu-se a vários tratamentos, como auto-transplantes de medula óssea e trocas de sangue. Por isso, era obrigado a viajar mensalmente aos Estados Unidos. Claro que sem condições para trabalhar, e com alto custo das viagens e tratamento, logo sua razoável fortuna acabou. Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento, Carreras tomou conhecimento de uma instituição em Madrid, denominada Fundação Hermosa.
Fora criada com a única finalidade de apoiar a recuperação de leucêmicos. Graças ao apoio dessa fundação, ele venceu a doença. E voltou a cantar.
Tornando a receber altos cachês, tratou de se associar a fundação. Foi então que, lendo os estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo. Mais do que isso, descobiu que a Fundação fora criada em princípio para atender a ele, Carreras. E, que Plácido Domingo se mantinha no anonimato para não o constranger por ter que aceitar auxílio de um inimigo. Momento extraordinário, e muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido em Madrid. De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e se ajoelhou a seus pés. Pediu-lhe desculpas. Depois publicamente lhe agradeceu o benefício de seu restabelecimento. Mais tarde, quando concedia uma entrevista na capital espanhola, uma repórter perguntou a Plácido Domingo poque ele criara a Fundação Hermosa. Afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportun idade de reviver a um dos poucos artistas que poderiam lhe fazer alguma concorrência.
A resposta de Plácido foi curta e definitiva: " porque uma voz como essa não se podia perder."
Fazer o bem sem ostentação é um mérito. Ainda mais meritório é ocultar a mão que dá. Constitui grande marca de superioridade moral. A criatura mostra estar acima do comum da humanidade. Que essa história não caia no esquecimento. E, tanto quanto possível, nos sirva de inspiração e exemplo.
Quem me enviou a colaboração foi Patrícia Frade do grupo Phatae.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Natal 2007- Paz e Reflexão * Feliz 2008!

So this is ChristmasAnd what have you done? Another year over And a new one just begun Jonh Lennon (Então é Natal E o que você fez? Mais um ano que termina E um novo que está apenas começando).
And so this is Christmas (E então é Natal)

I hope you have fun (Espero que vocês se divirtam)

The near and the dear one (Quem está perto e quem é querido)

The old and the young (Quem é velho e quem é novo)

A very Merry Christmas (Um Natal muito alegre)

And a happy New Year (E um Ano-Novo feliz)

Let’s hope it is a good one (Esperamos que seja um bom ano)

Without any fear (E sem medo)

And so this is Christmas (Então é Natal)

For weak and for strong (Para os fracos e os fortes)

For rich ones and poor ones (Para os ricos e os pobres)

The world is so wrong (O mundo é tão errado)

And so Happy Christmas (Então Feliz Natal)

For black and for whites (Para negros e brancos)

For yellows and red ones (Para amarelos e vermelhos)

Let’s stop all the fight (Vamos parar de brigar)

A todos os Clientes , Amigos e Colegas de profissão tão nobre, um Natal de Paz e um ano Novo de muito amor, Prosperidade e Crescimento Mental!

sábado, 3 de novembro de 2007

Suicídio e Tentativa de suicídio na Adolescência!


Conceituando suicídio usei as definições do Centro de Prevenção do Suicídio do National Institute of Mental Health:

Suicídio: Inclui todas as mortes resultante de um ato auto-infligido intencionalmente.
Tentativa de suicídio: inclui aquelas situações em que o indivíduo efetuou um ato que, real ou aparentemente, ameaçou sua vida mas não resultou em morte.

Tanto o psiquiatra como os demais profissionais de saúde mental deparam-se diariamente com os problemas de suicídio e tentativa de suicídio. Os dados da literatura comprovam que o suicídio é a segunda causa de morte na adolescência, suplantada somente por acidentes e homicídios. Deve-se considerar que muitos dos acidentes e homicídios são também suicídios encobertos ( Genovese Filho-1986)
A maioria dos trabalhos revisados aponta uma considerável incidência de tentativas na adolescência e no adulto jovem. Numa tentativa de suicídio ocorre uma combinação de duas tendências opostas, uma de autodestruição e o desejo de que os outros manifestem preocupação com eles, de modo que eles não querem nem morrer nem viver, mas ambas as coisas, em proporções variáveis ( Stenguel, 1970).
Muitos dos que tentam o suicídio expressam, na verdade, o desejo de melhorar sua situação de vida.
Vários aspectos nos dão conta da intencionalidade do ato suicida como: o conhecimento prévio dos efeitos do ato, o estar sozinho ou acompanhado, o pedir ajuda após o ato, o acidentar-se frequentemente, ocupações que tenham um risco maior de acidentes, o método utilizado, perdas afetivas, o sexo, a idade, religião e grau de instrução... aspectos observados em vários trabalhos estudados. Qualquer gesto suicida é um pedido de ajuda, e assim deve ser encarado. É preferível, nestes casos, errar por excesso do que por omissão, pois a morte não tem terapêutica. A identificação e tratamento apropriados, devido à grande mortalidade e morbidade que este problema causa na adolescência, deveriam ser uma preocupação de cada profissional que cuida de pacientes jovens.
O não questionamento deste problema pelos agentes de saúde, ao se depararem com esta urgência médica, pela dificuldade em lidar com os da morte, os leva a um comportamento às vezes superficial e agressivo, que melhor manejado, poderia mudar o rumo desta vida, com um entendimento mais profundo do significado deste ato. Através dos achados para esta exposição, ficou evidenciada a importância das características demográficas, pessoais, familiares e sociais para o estudo dos fatores de risco de tentativa de suicídio e suicídio. Deparei-me com visões sociológicas, biológicas e psicológicas, cada uma mostrando um lado da questão, percebendo-se as limitações da abordagem somente por um prisma. Resolvi não restringir a um único modo de observar, mas ampliar evidenciando a importância dos aspectos biopsicossociais no que se refere à tentativa de suicídio e suicídio.
O meu objetivo é abordar o tema de uma visão global sem seguir uma teoria, para que os profissionais de saúde, possam de forma mais científica e objetiva, manejar esta situação de grande risco para o paciente.
(Adaptação do texto científico de Adonay Genovese Filho- Porto Alegre, por Jane Sabino)

domingo, 14 de outubro de 2007

Serotonina- A alma da química!

A serotonina é uma substância química que está presente em nosso corpo entre os neurônios, nas plaquetas sanguíneas e na parede do intestino. É a molécula que mais está associada a grande parte do que a vida tem de bom: o bom humor, a fome, o sono, o desejo sexual. Por esse motivo, é chamada de "a molécula da felicidade".
A carência ou o excesso dessa substância em nosso organismo está por trás de sintomas e emoções ruins, como a depressão, a insônia e a ansiedade.
Foi descoberta pelos cientistas na década de 1950, mas só na década de 1980 sua importância e seu uso foram difundidos, priinmcipalmente entre os psiquiatras, tornando-se quase moda nos anos de 1990.
A serotonina é naturalmente um pó branco, parecido com sal: não tem gosto nem cheiro. Dissolvida no organismo, torna-se invisível. A quantidade de serotonina presente no corpo de uma pessoa adulta e sã é de apenas 1,1 milésimo de grama.
Lembram do seminário onde é dito que qualquer tarefa cumprida pela mente humana é produto do equilíbrio entre substâncias químicas e impulsos elétricos? Pois bem, as variadas situações porque passamos durante o dia nos trazem sensações ora agradáveis ora desagradáveis.
Em condições normais, o nível adequado de moléculas da serotonina no organismo garante que as funções cerebrais sejam reguladas, a pressão arterial controlada e que passemos a contento pelas oscilações entre bons e maus momentos.
( adaptação de Jane Sabino da revista Veja, 14 de fev. 1996)